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crime/Luka Rocco Magnotta

França e Interpol caçam esquartejador canadense

Uma das raras imagens de Rocco Luka Magnotta distribuída pela polícia de Montreal.
Uma das raras imagens de Rocco Luka Magnotta distribuída pela polícia de Montreal. REUTERS/Montreal Police
Texto por: RFI
3 min

A polícia francesa, a Interpol e outros 190 países investigam a rota de Luka Rocco Magnotta, o canadense de 29 anos suspeito de ter assassinado e esquartejado o estudante chinês Jun Lin há uma semana, em Montreal, no Canadá. Logo após o crime, Magnotta embarcou em um avião rumo à Paris – última informação que a polícia tem sobre o suspeito.

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Os policiais franceses trabalham de forma discreta e fazem uma busca detalhada para tentar encontrar alguma pista sobre o paradeiro de Magnotta. Uma das estratégias dos policiais é revistar bares e hotéis em determinados bairros de Paris, revelou uma fonte. As buscas são dificultadas porque o fugitivo trocaria rapidamente de identidade e de aparência física, podendo estar até mesmo se disfarçado de mulher.

Uma testemunha anônima disse ter visto investigadores em um bar do 17° distrito de Paris, onde mostraram a foto do suspeito ao dono do estabelecimento, olharam imagens das câmeras de segurança e pegaram garrafas vazias de Coca-cola que poderiam ter as digitais de Magnotta.

Segundo investigadores canadenses, Magnotta pegou o avião de Montreal para Paris no dia 26 de maio. “Nós temos outras informações que preferimos manter sob sigilo, por enquanto”, disse o porta-voz da polícia de Montreal, Ian Lafrenière.

No entanto, a polícia francesa disse na última sexta-feira não ter nenhuma certeza quanto à presença do foragido na França. Uma fonte da polícia parisiense declarou que a Brigada Nacional de Busca de Fugitivos (BNRF, sigla em francês) foi contatada pela Interpol.

Crime

Magnotta, também conhecido como Eric Clinton Newman ou Vladimir Romanov, é acusado de ter premeditado a morte de Lin e ocultar seu corpo. Ele filmou o assassinato do estudante chinês do dia 24 ao 25 de maio e o divulgou na internet, antes de pegar seu voo para a França. Há suspeitas de que Magnotta e Lin tivessem uma relação.

Na última terça-feira, um pé humano enviado pelo fugitivo foi descoberto entre as correspondências do Partido Conservador canadense, em Ottawa, com uma ameaça ao primeiro ministro canadense Stephen Harper. Uma correspondência com uma mão humana foi encontrada ainda no correio pela polícia e seria enviada ao opositor Partido Liberal.

 

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