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Devido à crise, aumenta número de pobres na França

Distribuição de refeição para os mais necessitados na capital francesa
Distribuição de refeição para os mais necessitados na capital francesa REUTERS/Stephane Mahe

Segundo o instituto de sondagem francês,  INSEE, o índice de pobreza atingiu o marco de 14,1% en 2010, o mais alto nível desde 1997. Em 2010, 8,6 milhões de pessoas viviam abaixo do índice de pobreza, que é de 964 euros por mês (cerca de 2500 reais). A metade delas recebia menos de 781 euros mensalmente (o equivalente a 1952 reais).

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A associação Secours Catholique, que acolhe pessoas desfavorecidas na França, registrou o avanço do número de famílias monoparentais. Elas são cerca de 58% do total de famílias assistidas pela associação. Para 64% das pessoas consultadas e auxiliadas pelo Secours Catholique, a pobreza não é um problema ligado à instabilidade familiar, mas é, antes de tudo, uma "situação estabelecida", consequência da degradação econômica do país. Ainda de acordo com o INSEE, os jovens com menos de 18 anos são os mais afetados pelo avanço da pobreza. Quase 20% ( 19,6%) dos adolescentes vivem abaixo do nível de pobreza.

Habitação

Em 2012, mais de 3,6 milhões de pessoas viveram em condições precárias de moradia ou sem-teto. Em dezembro de 2011, cerca de 6 milhões de franceses beneficiavam de um auxílio-moradia. A Fundação Abbé Pierre declara que quase meio milhão de franceses passou a viver em alojamento de terceiros nos últimos meses.

Saúde

A ONG Médecins du Monde declara que o acesso aos serviços de saúde não parou de se degradar desde o início de 2011. Os 21 centros de saúde da ONG atenderam quase 30 mil pessoas e efetuaram mais de 40 mil consultas. Um aumento de 22% em relação ao ano de 2008 e de 5,2%, se comparado a 2010.

Exclusão bancária

Outro dado inquietante, agravado pela crise econômica é o número de pessoas sem uma conta bancária. Eles eram, em 2011, entre 5 e 6 milhões de pessoas, quase 10% da população francesa. O Banco da França registrou um aumento de 23% pessoas endividadas, uma alta de 23% desde o ano de 2008. Somente em 2011, 232 mil franceses declararam terminar o ano no vermelho.

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