França/Armistício

Hollande presta homenagem aos soldados mortos pela França

Ao lado dos filhos de um militar morto no Afeganistão, o presidente François Hollande deposita flores em homenagem aos soldados mortos pela França, no Arco do Triunfo, em Paris.
Ao lado dos filhos de um militar morto no Afeganistão, o presidente François Hollande deposita flores em homenagem aos soldados mortos pela França, no Arco do Triunfo, em Paris. REUTERS/Michel Spingler

O presidente francês, François Hollande, presidiu na manhã deste domingo uma cerimônia no Arco do Triunfo, em Paris, pelo 94° aniversário da assinatura do Armistício, tratado firmado entre os aliados e a Alemanha que pôs fim à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A partir deste ano, a França passa a homenagear no dia 11 de novembro todos os soldados mortos pelo país. 

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Uma homenagem especial foi feita em memória de 13 soldados franceses mortos no último ano no Afeganistão, com a presença de seus familiares. Filhos dos soldados mortos ladeavam o presidente francês. Ao todo, 800 cerimônias estão programadas para celebrar essa data histórica em todo o país.

Hollande depositou a tradicional coroa de flores sob o Arco do Triunfo, aos pés da estátua do presidente Georges Clemenceau, último chefe de governo durante a Grande Guerra. Ele estava acompanhado do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, dos presidentes da Assembleia e do Senado, e do ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian. Diferentemente do ex-presidente Nicolas Sarkozy, Hollande não pronunciou nenhum discurso no local. 

Encerrada a cerimônia, ele desceu a avenida dos Champs Elysées atrás de uma escolta da Guarda Republicana e foi para o Palácio do Eliseu, onde pela primeira vez em seu mandato preside a cerimônia de entrega de medalhas da Legião de Honra. São homenageados este ano personalidades que participaram do movimento de Resistência durante a Segunda Guerra Mundial e ex-combatentes.

A Primeira Guerra Mundial, a mais sangrenta da história, mobilizou 8 milhões de franceses. Dos 10 milhões de homens mortos no conflito, 1,4 milhão eram franceses.

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