Turquia/França

Para premiê turco, disputa interna no PKK causou morte de curdas em Paris

Fotos de três militantes curdos assassinados em Paris, no dia 10 de janeiro de 2013.
Fotos de três militantes curdos assassinados em Paris, no dia 10 de janeiro de 2013. REUTERS/Christian Hartmann

O assassinato das três ativistas curdas em Paris são provavelmente consequência de disputas internas dentro do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), defende o primeiro-ministro turco Recep Tayyp Erdogan. As vítimas pertenciam ao movimento e foram executadas com vários tiros na cabeça em Paris, na noite de quarta-feira. O partido suspeita da ação do serviço secreto turco.

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De acordo com o premiê turco, mesmoque ainda seja preciso esperar as conclusões da investigação da polícia francesa, os primeiros elementos mostram que o crime teria provavelmente sido cometido por alguém de dentro do partido.  "As três vítimas abriram a porta. Elas não teriam isso se não conhecessem o assassino", declarou o premiê turco nesta sexta. Uma tese refutada pelo PKK, cujas atividades são proibidas na Turquia, que acusa o serviço secreto turco de ter encomendado o crime.Entre as três vítimas, está Sabine Cansiz, 55 anos, ligada ao chefe do PKK, Abdullah Ocalan.

Ainda de acordo com Erdogan, o objetivo do criminoso seria “sabotar” as negociações de paz entre o governo turco e o PKK, considerado como uma organização terrorista em diversos países. Segundo a imprensa local, o governo turco e o líder do partido haviam chegado a um acordo prevendo o fim dos combates entre os militantes e o governo, que já deixou mais 45 mil pessoas mortas desde  1984.

Nesta sexta-feira, informações sobre resultado da autópsia vazaram do inquérito, mostrando que uma das mulheres recebeu quatro balas na cabeça, e as outras duas, três balas, o que corrobora a tese da execução. Mas por enquanto, nenhuma pista está descartada. Além de um acerto de contas interno dentro do PKK, a hipótese de vingança de um grupo de extrema-direita também continua válida.

 

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