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França/Strauss-Kahn/Justiça

Ex-chefe do FMI depõe sobre envolvimento com rede de prostituição

Dominique Strauss-Kahn enfrenta mais uma vez a justiça por um escândalo sexual.
Dominique Strauss-Kahn enfrenta mais uma vez a justiça por um escândalo sexual. © AFP / Kenzo Tribouillard
Texto por: RFI
3 min

Dominique Strauss-Kahn foi ouvido nessa quinta-feira pela justiça francesa sobre seu possível envolvimento com uma rede de prostituição. O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), que já havia perdido o cargo por causa de outro escândalo sexual em 2011, teve seu depoimento confrontado com o de uma garota de programa. Os juízes teriam provas de sua participação na organização do esquema.

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O ex-chefe do FMI foi ouvido durante quatro horas no tribunal de Douai, no norte da França, sobre sua participação no chamado “caso Carlton”, processo que investiga a formação de uma rede de prostituição atuando no hotel de mesmo nome na cidade francesa de Lille. Dominique Strauss-Kahn foi colocado em uma sala junto com uma garota de programa para confrontar as versões da história. DSK, como é conhecido na França, é acusado de proxenetismo e formação de quadrilha.

A testemunha, identificada como “Jade”, afirma ter participado de viagens aos Estados Unidos e a Bélgica na companhia de vários homens, entre eles o ex-chefe do FMI. Durante a acareação o francês repetiu, como desde o início do processo, que não sabia que as mulheres que participavam com ele de diversas festas em Paris e em Washington eram prostitutas.

Segundo informações divulgadas pelo jornal francês Le Figaro, a justiça teria indícios graves que confirmariam a participação de DSK no esquema. Os juízes acreditam que o ex-chefe do FMI não seria apenas um convidado das orgias, mas que teria feito parte da organização do dispositivo.

Essa não é a primeira vez que Strauss-Kahn se envolve em um escândalo sexual. Em 2011 ele foi acusado de abuso sexual contra uma camareira do hotel Sofitel, em Nova York. O caso foi resolvido após um acordo milionário entre as partes, mas DSK, que era apontado como presidenciável para as eleições de 2012 na França, não se candidatou e teve que se demitir do cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional.
 

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