Carne de Cavalo/escandâlo

Governo francês decide futuro da empresa que distribuiu carne de cavalo

Fachada da empresa Spanghero
Fachada da empresa Spanghero REUTERS/Jean-Philippe Arles

O governo francês vai definir nesta segunda-feira (18) o futuro dos mais de 300 funcionários da empresa Spanghero. Ela teve sua licença sanitária suspensa após ser apontada como a principal responsável pela escândalo da carne de cavalo vendida como se fosse carne bovina em produtos exportados para 13 países europeus.

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Os ministros da Agricultura e do Consumo devem receber nesta segunda-feira os representantes sindicais dos funcionários da empresa Spanghero, fornecedora da Findus, que vendeu lasanha produzida com carne de cavalo e é acusada de negligência.

Depois do escândalo, a empresa teve sua licença temporariamente cassada pelo Ministério da Agricultura francês, e seus 300 funcionários correm o risco de ficar em desemprego técnico, onde recebem apenas 60% dos salários. O ministro da Agricultura Stépanhe Le Foll deve tomar uma decisão definitiva nesta segunda-feira.

 "Existe um problema sanitário, e é normal que o governo se responsabilize, mas também há um problema social’’, declarou em uma entrevista ao canal de TV Canal + o representante do sindicato CFDT, Laurent Berger. “Os empregados não devem se responsabilizar pelos erros dos chefes", declarou.

A empresa francesa Spanghero é acusada de ter distribuído 750 toneladas de carne de cavalo em pratos congelados em dezenas de países europeus. A investigação, segundo o ministro da Agricultura francês, apontou indícios "graves, precisos e concordantes." A empresa nega e acusa o governo de ter tomado uma decisão precipitada, sancionando centenas de trabalhadores. A Spanghero fica localizada em Castelnaudaray, no sul da França, região onde a taxa de desemprego é considerada como uma das mais elevadas do país.
 

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