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França/ manifestação

Milhares vão às ruas de Paris protestar contra Hollande e austeridade

Manifestantes reclamaram que nada mudou desde a eleição de François Hollande à presidência da França.
Manifestantes reclamaram que nada mudou desde a eleição de François Hollande à presidência da França. REUTERS/Charles Platiau
Texto por: RFI
3 min

Milhares de pessoas foram às ruas de Paris para manifestar contra as medidas de austeridade e cobrar mais ações contra a crise do governo de François Hollande na França. Amanhã, o socialista completa um ano no poder, sem que o país tenha melhorado os índices de desemprego e baixo crescimento.

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O protesto “contra a austeridade, as finanças e pela 6ª República” foi convocado pelo líder da extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon, do partido Frente de Esquerda. Os manifestantes reclamaram que “nada acontece” e pediram “mudanças verdadeiras”, em alusão às promessas de campanha de Hollande, cujo slogan era “a mudança é para já”.

O cortejo percorreu a pé a distância entre a praça da Bastilha e a da Nação, um percurso tradicional das manifestações de esquerda na capital francesa. A Frente de Esquerda alega que 180 mil pessoas participaram da caminhada, das quais centenas vieram em mais de 200 ônibus de cidades do interior do país, especialmente para o evento. Diversos sindicatos integraram a marcha, especialmente os de empresas em dificuldades, como ArcelorMittal, Air France e Sanofi.

Este foi o primeiro grande protesto de parte da esquerda francesa contra Hollande, eleito para a presidência em 6 de maio de 2012. “O período de testes acabou e nada melhorou”, disse Mélenchon, candidato nas eleições no ano passado. Além dele, estavam presentes outras personalidades como a ecologista Eva Jolly – também ex-candidata –, o jornalista Edwy Plenel, fundador do site Médiapart, conhecido pelas denúncias contra o poder, e o presidente do Novo Partido Anticapitalista, Olivier Besancenot.

A manifestação foi duramente criticada pelo Partido Socialista, que considera que a esquerda deve permanecer unida. O PS argumenta que é preciso tempo para realizar as mudanças necessárias no país.

Mélenchon se defende afirmando que permanece com as mesmas posições do ano passado, de rejeição às medidas de austeridade como remédio para a crise e contrário aos mercados financeiros. Em uma entrevista ao jornal Le Parisien deste domingo, ele acusa o presidente de “ser uma das causas da crise” ao implantar medidas de rigor na economia – o que, segundo o líder da Frente da Esquerda, impede a retomada do crescimento.
 

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