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França/ sequestro

Sequestro de franceses no Níger completa 3 anos

Na semana passada, uma faixa com fotos dos reféns foi colocada em frente à administração do 9º distrito de Paris.
Na semana passada, uma faixa com fotos dos reféns foi colocada em frente à administração do 9º distrito de Paris. AFP/Lionel Bonaventure
Texto por: RFI
2 min

Este sábado marcou uma data dolorosa para a família de quatro franceses, que ontem completaram três anos de sequestro pela Al Qaeda no Magreb Islâmico, em Arlit, no Níger. Neste domingo, o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, reafirmou o empenho do governo em viabilizar a liberação dos reféns.

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No sábado, centenas de pessoas fizeram mobilizações simultâneas em Meudon - nas proximidades de Paris -, em Nantes e em Marselha, para pedir mais ações do governo francês no caso. Thierry Dol, Daniel Larribe, Marc Féret e Pierre Legrand foram sequestrados em setembro de 2010, no Sahel.

Nesta manhã, em entrevista à rádio francesa France Inter, Le Drian afirmou que “compreende o sofrimento das famílias”. “Nós colocamos em prática tudo para conseguir a liberação dos reféns, mas é uma difícil e precisa de muita discrição”, declarou. “Eles estão vivos. Isso nós sabemos."

Ontem, em Nantes, a franco-colombiana Ingrid Betancourt participou de uma conferência sobre a detenção dos reféns. Ela foi mantida em cativeiro durante seis anos e meio pelas Farc, na Colômbia, e libertada em 2008. Segundo Betancourt, as autoridades francesas “não estão fazendo tudo” para liberar os franceses, que estavam no país a trabalho.

“Eu queria perguntar ao presidente da República: se fosse o seu filho, o que o senhor faria?”, disse a ex-refém. “A sensação é de que nos últimos três meses, o caso está sendo mal gerenciado”, reclamou Aurélien Pigeat, sobrinho de Daniel Larribe.

No total, oito europeus são mantidos em cativeiro no Sahel pela Al Qaeda no Magreb Islâmico.
 

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