Reféns/França

França insiste que não pagou resgate por reféns libertados no Níger

O presidente francês François Hollande recepciona ex-reféns no aeroporto militar de Villacoublay, nos arredores de Paris, nesta quarta-feira, 30 de outubro de 2013.
O presidente francês François Hollande recepciona ex-reféns no aeroporto militar de Villacoublay, nos arredores de Paris, nesta quarta-feira, 30 de outubro de 2013. REUTERS/Jacky Naegelen

O governo francês insistiu nesta quarta-feira de que não pagou resgate pela libertação de quatro franceses capturados em 2010 no norte do Níger, apesar de suspeitas de que os sequestradores teriam recebido mais de 20 milhões de euros.

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Daniel Larribe (62), Thierry Dol (32), Marc Féret (46) e Pierre Legrand (28) foram capturados em uma mina de extração da gigante nuclear Areva em Arlit, em setembro de 2010. Eles ficaram três anos mantidos no deserto, em mãos do Aqmi, grupo ligado à rede al Qaida.

Em março de 2011, os extremistas pediram 90 milhões de euros pelos franceses, proposta rejeitada por Alain Juppé, então ministro das Relações Exteriores. Os quatro foram libertados na terça-feira e chegaram na manhã desta quarta-feira em Paris.

O atual governo garante que não houve pagamento, mas o jornal Le Monde afirma que serviços ligados à segurança teriam intermediado a entrega de uma quantia entre 20 milhões e 25 milhões de euros aos sequestradores.

No começo do ano, o presidente François Hollande declarou que a França não pagaria mais resgates por cidadãos franceses no mundo e que o governo seria contra qualquer tipo de transação financeira, inclusive por parte de companhias que tivessem funcionários como reféns no exterior.

Sete franceses permanecem em mãos de sequestradores, dois na região do Sahel, no norte da África, um na Nigéria e quatro jornalistas na Síria.
 

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