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França/Mali

Muita indignação após o assassinato de dois enviados especiais da RFI ao Mali

Claude Verlon (agachado) e  Ghislaine Dupont (à direita) no Mali, no último mês de julho.
Claude Verlon (agachado) e Ghislaine Dupont (à direita) no Mali, no último mês de julho. RFI
Texto por: RFI
4 min

As reações contra o sequestro e a execução de dois enviados especiais da RFI no sábado, 2 de novembro de 2013, no norte do Mali são inúmeras. Ghislaine Dupont e Claude Verlon foram friamente assassinados a tiros, informou hoje o chanceler francês Laurent Fabius. A notícia da morte dos repórteres provocou uma tristeza imensa na RFI e muita emoção em toda a França.

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O presidente François Hollande fez na manhã deste domingo uma reunião de crise no Palácio do Eliseu após a morte dos dois repórteres da RFI. Ele manifestou sua “indignação diante desse ato odioso”. Depois da reunião, o chanceler francês, Laurent Fabius, deu mais informações sobre o sequestro e o assassinato de Ghislaine Dupont e Claude Verlon.

Segundo Fabius, os dois enviados especiais da RFI ao Mali “foram assassinados friamente a tiros por um pequeno grupo de terroristas. Claude recebeu dois tiros na cabeça e Ghislaine três no peito.”  Eles foram sequestrados em Kidal quando saíam da casa de um representante do movimento tuareg MNLA. Os corpos foram encontrados a 12 km da cidade, ao lado do 4x4 em que os jornalistas tinham sido seqüestrados. O carro estava trancado e não apresentava nenhum impacto de tiros.

O chanceler disse que tudo será feito para encontrar os assassinos que “são terroristas que nós combatemos e que são contra a democracia e as eleições”. Ele disse que a segurança em Kidal será reforçada. Após a reunião no Eliseu, Laurent Fabius veio à RFI prestar sua solidariedade aos jornalistas da rádio.

Um inquérito preliminar por sequestro e assassinato por um grupo terrorista foi aberto pelo Tribunal de Paris. Diretores e editores da RFI se dirigem ao Mali para recuperar os corpos dos dois jornalistas que devem chegar a Paris amanhã. Um avião da força aérea francesa transportou os corpos de Kidal para Bamako, capital malinesa.

Reações

“A execução dos dois jornalistas da RFI em serviço é revoltante” condenou o secretário-geral da ONG Repórteres sem fronteiras, para quem esse duplo assassinato mostra, infelizmente, a insegurança que ainda reina no norte do Mali. Para a União de Clubes da imprensa francesa e francófona essa “trágica circunstância relembra que a missão de informar e a liberdade de imprensa ainda não estão garantidas”.

Numa reação rara, o Conselho de Segurança da ONU enviou suas condolências aos familiares de Ghislaine e Claude e ao governo francês. Em comunicado publicado na noite de ontem, os 15 integrantes do Conselho das Nações Unidas condenaram o assassinato dos dois repórteres da RFI que eles classificaram de “ato terrorista e de crimes injustificáveis”. O texto pede que o governo do Mali investigue rapidamente o crime e puna os responsáveis.

Os presidentes da França e do Mali, François Hollande e Ibrahim Boubacar Keita, reiteraram ontem a determinação deles em continuar e vencer a luta contra o terrorismo no norte do país africano. Tropas francesas continuam no Mali apoiando o exército malinês a combater grupos islâmicos, ligados a rede Al Qaeda, presentes no norte do país.
 

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