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França/Justiça

Tribunal de Paris vai investigar revista por capa racista com ministra da Justiça

Capa da revista de extrema-direita Minute, com insultos à ministra da Justiça, Christiane Taubira.
Capa da revista de extrema-direita Minute, com insultos à ministra da Justiça, Christiane Taubira.
3 min

Uma investigação preliminar por injúria pública de caráter racial foi aberta nesta quarta-feira pelo Tribunal de Paris, após a decisão do governo de acionar a justiça contra a revista de extrema-direita Minute, que publica uma capa racista com a ministra da Justiça, Christiane Taubira, negra de origem guianesa.

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A investigação será conduzida pela Brigada de repressão e de delinqüência contra indivíduos, da polícia judiciária parisiense. A capa do semanário de extrema-direita provocou uma onda de indignação na classe política, tanto à esquerda como à direita.

"Esperta como uma macaco, Taubira acha a banana" (em tradução livre), diz a manchete estampada sobre a foto da ministra da Justiça Christiane Taubira. Nas páginas internas, a reportagem do Minute continua os insultos ao escrever: “não é com um macaco velho que a gente aprende a fazer careta”.

O semanário assume o que publicou porque se trata de uma sátira. Na tarde desta terça-feira o site do Minute saiu do ar. O motivo teria sido pirataria, segundo a publicação. A classe política em peso reagiu através do twitter. Manchete vil, escreveu o secretário-geral do Partido Socialista francês, Harlem Désir, também de origem negra. Vergonhoso e de dar enjôo, reagiram outros políticos socialistas. Um deputado do UMP, partido conservador, afirmou que é preciso criar uma barreira contra os extremistas.

O governo francês recorreu à justiça baseado em um artigo do código penal que denuncia atos que possam ser considerados injúria de caráter racista. A Ong SOS Racismo também anunciou que irá prestar queixa em breve no Tribunal de Paris por incitação ao ódio racial.
Ontem à tarde a ministra preferiu não reagir e não deu indicações de que irá acionar a justiça.

Rentemente a ministra da Justiça já havia sido insultado por uma candidata às eleições municipais do partido Frente Nacional, de extrema-direita, que a havia chamado de macaco através de uma página na rede social Facebook. A candidata foi punida pela partido e sua candidatura suspensa.
 

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