França/escândalo

Hollande pode processar revista que revela suposto romance com atriz

François Hollande estuda proecssar a revista "Closer" por reportagem sobre suposto romance com a atriz Julie Gayet.
François Hollande estuda proecssar a revista "Closer" por reportagem sobre suposto romance com a atriz Julie Gayet. Montagem/RFI

A revista de celebridades “Closer”, que chegou hoje às bancas, publica sete páginas de reportagem documentadas com fotos sobre a suposta relação amorosa entre o presidente François Hollande e a atriz Julie Gayet. Hollande declarou esta manhã que estuda uma ação contra a revista na justiça.

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Em uma edição especial, a revista de fofocas “Closer” afirma que o presidente francês, François Hollande, 59, e a atriz francesa Julie Gayet, 41, estrela do filme atualmente em cartaz "Quai D'Orsay", teriam um relacionamento desde março de 2013. Gayet participou, em 2012, de um clip para a campanha presidencial e disse, na ocasião, que Hollande era um homem "simples", "formidável" e que "escuta muito as pessoas". Há seis meses, afirma a revista, Hollande se encontraria com a atriz em um apartamento que fica a poucos metros do Palácio do Eliseu. O trajeto é feito em apenas 5 minutos.

Falando em caráter pessoal e não enquanto presidente da República, Hollande disse “lamentar profundamente” o desrespeito à “vida privada” e anunciou que vai estudar quais as medidas – inclusive jurídicas – a serem tomadas contra a revista.

Captura vídeo do site da revista Closer que publicou na sua edição semanal fotos do presidente François Hollande entitulada: O amor secreto do presidente.
Captura vídeo do site da revista Closer que publicou na sua edição semanal fotos do presidente François Hollande entitulada: O amor secreto do presidente.

Operação secreta

Laurence Piau, editora-chefe da revista, declarou nesta sexta-feira na rádio Europe 1 que Hollande é “um presidente normal, uma pessoa normal. Ele é um presidente que vive uma paixão. (...) Não devemos fazer um drama por causa dessas imagens”, considerou.

O flagrante feito pela revista foi no dia 30 de dezembro. As fotos da revista mostram a atriz chegando no prédio onde mora por volta das 23h e, 37 minutos depois, o presidente desembarca da moto. Outras fotos mostram o presidente francês deixando o local. A revista chama a atenção para o fato que, com pressa, o presidente deixou de amarrar seu capacete.

A revista “Closer” explica também que um guarda-costas faz uma vistoria no local antes de dar o sinal verde para a chegada do chefe de Estado, que é trazido sempre pelo mesmo motoqueiro. Hollande usa um capacete que só é retirado quando entra no apartamento, que fica no 4° andar, onde se encontra a atriz.

Segundo a “Closer”, a agenda de Hollande no final do ano de 2013 permitiu que ele e a atriz passassem duas noites seguidas juntos. Um segurança teria até trazido croissants na manhã do dia 31 de dezembro.

As escapadas amorosas do presidente francês levantam vários questionamentos, entre eles o da segurança, já que ele é acompanhado apenas por um motoqueiro.

Oficialmente, o chefe de Estado francês vive com sua companheira Valérie Trierweiller, que segundo informações da imprensa vive em uma ala separada do Palácio do Eliseu há vários meses, o que significaria que a união deles virou apenas uma fachada.

Repercussão

A reportagem teve repercussão imediata na classe política francesa e é comentada na mídia e nas redes sociais. Harlem Désir, primeiro-secretário do Partido Socialista, não quis fazer comentários diretos sobre os rumores. “Isso não diz respeito à vida política. Por isso, acredito que não deveria ser parte do debate político."

O vice-presidente do partido de extrema-direita Frente Nacional, Florian Philippot, fez um comentário irônico e disse lamentar que a agenda ocupada de Hollande não permita que ele se preocupe com centenas de funcionários da empresa La Redoute que perderão seus empregos. Já a líder do partido, Marine Le Pen, declarou que defende o “respeito da vida privada de todas as pessoas”.

Uma conselheira política do partido conservador UMP fez uma alusão à entrevista coletiva do ex-presidente Nicolas Sarkozy, em 2008, quando perguntaram se a relação iniciada por ele com Carla Bruni era séria. A pergunta, prevê Aurore Bergé, deveria ser refeita agora para Hollande.

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