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Presidente francês enfrenta jornalistas nesta terça-feira

Imagem de vídeo da CNN mostra François Hollande e Julie Gayet.
Imagem de vídeo da CNN mostra François Hollande e Julie Gayet. CNN

A primeira coletiva de imprensa do ano do presidente francês, François Hollande, vinha sendo preparada para tratar de assuntos áridos como o novo “pacto de responsabilidade” com empresas e a redução do gasto público, além da intervenção francesa no Mali, que completa um ano. Mas a revelação de um caso amoroso com a atriz Julie Gayet e a internação da companheira de Hollande, a primeira-dama Valérie Trierweiler, devem dominar o tradicional encontro com cerca de 500 jornalistas.

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A jornalista Valérie Trierweiler deveria ter alta nesta segunda, mas assessores do Palácio do Eliseu informaram que ela ficará internada ainda por tempo indeterminado, em um hospital cujo nome vem sendo mantido em sigilo. Ela foi hospitalizada na sexta-feira, após a revista de fofocas Closer chegar às bancas com o furo da escapada do presidente, na capa e em sete páginas internas.

A entrevista coletiva de terça-feira deveria ser dominada pelos projetos presidenciais para 2014, mas Hollande não terá como escapar de perguntas sobre o caso com Julie Gayet. O presidente aliás, ainda na sexta-feira, criticou a invasão de sua privacidade, mas não desmentiu a aventura amorosa. A atriz, por sua vez, ainda não se manifestou.

Primeira-dama e primeira-amante

A classe política francesa está preocupada com a repercussão da crise conjugal do chefe de Estado nas ações do governo. A legitimidade da manutenção de Valérie Trierweiler no cargo de primeira-dama, com direito a vários funcionários, é questionada pela imprensa.

A jornalista enfrenta problemas com o cargo desde o início do mandato.O primeiro episódio que lhe custou muitas críticas foi durante as últimas eleições legislativas, quando através do Twitter, elogiou um candidato, oponente da ex-companheira e mãe dos quatro filhos de Hollande, Ségolène Royale, que disputou a presidência de 2007 contra Nicolas Sarkozy.

O presidente do maior partido de oposição UMP, Jean-François Copé, declarou no domingo que o caso é "desastroso para a imagem da função presidencial". Nesta segunda-feira, o líder de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon, da Frente da Esquerda, disse que, com Hollande no poder, "o faz de conta" é permanente.
 

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