França/leilão

Roupas e objetos usados por Napoleão no dia da sua morte vão a leilão na França

Leilão dos objetos pertencentes a Napoleão Bonaparte acontecerá na Maison Osenat dia 23 de março próximo.
Leilão dos objetos pertencentes a Napoleão Bonaparte acontecerá na Maison Osenat dia 23 de março próximo. .osenat.fr

As roupas e objetos pessoais usados por Napoleão às vésperas de sua morte, em 1821, serão levados a leilão no dia 23 de março em Fontainebleau, cidade onde o ex-imperador viveu no início no século 19. A venda será realizada pela maison Osenat.

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Os objetos leiloados pertenciam a Achilles Archambault, ajudante de Napoleão que o acompanhou no exílio e esteve ao seu lado até os últimos minutos na ilha britânica de Sainte-Helène, onde ele morreu em 5 de maio de 1821.

Os pertences do imperador estavam em posse dos descendentes de Achilles, que os conservavam dentro de um baú de madeira em um pequeno vilarejo na Córsega.

"É muito emocionante, já que se tratam de aspectos pessoais, íntimos da vida do imperador", diz o responsável pelo leilão, Jean-Pierre Osenat.

Os objetos incluem roupas, lenços de papel, uma bengala e até uma mecha de cabelo do imperador francês. O objeto mais valioso é uma camisa usada por ele na véspera de sua morte, e estimada entre 30 e 40 mil euros. Nela está gravada a letra N, de Napoleão.

Camisas têm traços de sangue e suor

Segundo a maison Osenat, a camisa tem vestígios antigos de sangue e suor na altura do colarinho, "que provam o sofrimento do doente."

As mangas da camisa que ele usava no dia sua morte também serão leiloadas. O ajudante de Napoleão também conservou as tiras de pano, certamente cortadas de uma camisa, usadas como compressas para tratar o ex-imperador.

Em abril de 1821, Napoleão passa a ter febre crônica, suores, alucinações e delírios. Os sintomas pioram no dia 3 de maio. As compressas, usadas para aliviá-lo, estão estimadas entre 3 e 5 mil euros.

Achille Archambault esteve com o imperador até o fim, e até mesmo segurou sua cabeça para tirar o molde da máscara mortuária.

Em reconhecimento, o imperador deixou 50 mil francos para seu ajudante em seu testamento. Derrotado na batalha de Waterloo em junho de 1815, Napoleão foi enviado para o exílio na ilha de Sainte-Hélène, um arquipélago perdido no Atlântico Sul a mais de 1800 quilômetros da costa africana, onde ele viveu até sua morte, aos 51 anos.
 

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