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França/ economia

Após resultados da extrema-direita, premiê francês destaca queda de impostos

O premiê francês, Manuel Valls, deixa o Palácio do Eliseu após reunião com o presidente François Hollande, nesta segunda-feira, 26 de maio.
O premiê francês, Manuel Valls, deixa o Palácio do Eliseu após reunião com o presidente François Hollande, nesta segunda-feira, 26 de maio. REUTERS/Philippe Wojazer
Texto por: RFI
3 min

No dia seguinte à vitória histórica na França do partido de extrema direita Frente Nacional nas eleições europeias, o governo socialista reafirmou nesta segunda-feira (26) a disposição de baixar os impostos, principalmente para as famílias de baixa renda. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu o aumento da competitividade na Europa como uma resposta ao recado das urnas.

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O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, excluiu a possibilidade de demissão do governo ou dissolução da Assembleia, após o Frente Nacional ter chegado em primeiro lugar nas eleições para o Parlamento europeu, com 24,9% dos votos no país. O premiê pediu “mais tempo” para o governo implementar reformas para aquecer a economia. Analistas indicam que os efeitos sociais da crise e as medidas de austeridade adotadas para ajustar as contas públicas foram uma das principais razões para explicar o aumento do eleitorado de extrema-direita.

Valls defendeu “novas reduções dos impostos” em 2015, em referência aos anúncios feitos no início do mês para diminuir o peso da austeridade econômica sobre as famílias de baixa renda. “A alta tributação pesa demais nas camadas populares e nas classes médias”, afirmou.

O principal partido de oposição, o UMP, obteve 20,8% dos votos e o Partido Socialista, do presidente François Hollande, teve apenas 13,98%, o pior resultado em uma eleição europeia. “Não vamos baixar a guarda, negar as nossas responsabilidades e abrir espaço para a extrema-direita”, afirmou o primeiro-ministro, em uma entrevista à rádio RTL.

Valls também julgou “preocupantes” os índices de abstenção na eleição, “principalmente dos socialistas”. Ele admitiu que a Europa deve se “reorientar” depois da votação de domingo, que tornou os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE) a maioria no Parlamento, em Estrasburgo. “Estou convencido de que o lugar da França é na Europa, e que a Europa pode ser reorientada para apoiar ainda mais o crescimento e o emprego, algo que ela não faz há anos”, declarou.

Merkel pede competitividade

Em apoio ao governo francês, a chanceler alemã, Angela Merkel, parabenizou Paris por ter iniciado reformas e disse que “uma política de mais competitividade, crescimento e emprego é a melhor resposta” à subida dos partidos extremistas. “Isso também vale para a França”, destacou a chanceler. Para Merkel, o aumento do apoio a partidos eurocéticos e nacionalistas “é lamentável”.

Na Alemanha, os conservadores do CDU/CSU foram os vencedores do pleito, oito pontos à frente dos social-democratas do SPD. Merkel participou ativamente da campanha eleitoral em favor do ex-presidente do Banco Central Europeu Jean-Claude Juncker, representante do PPE, para a presidência da Comissão Europeia.
 

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