França/Atirador

Atirador do museu judaico e Bruxelas é indiciado pela justiça belga

Chegada ao Tribunal do presumível autor do atentado contra o museu judeu de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.
Chegada ao Tribunal do presumível autor do atentado contra o museu judeu de Bruxelas, Mehdi Nemmouche. REUTERS/Benoit Tessier

O suspeito de ser o atirador do museu judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche, foi indiciado nesta quarta (30) pela justiça da Bélgica pelo crime de "assassinato em um contexto terrorista". O francês de origem argelina, de 29 anos, havia sido extraditado ontem da França. Ele é suspeito de ser o autor do tiroteio que deixou quatro mortos, no dia 24 de maio.

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Como aconteceu durante os interrogatórios na França, Nemmouche se recusou a responder aos investigadores belgas durante um depoimento que durou quatro horas nesta terça-feira.

O franco-argelino foi detido em Marselha, no sul da França, seis dias após o atentado no museu judaico. Nemmouche preferia ter sido julgado na França e seus advogados tentaram impedir sua extradição até o último minuto.

Segundo o procurador belga, Frederic Van Leeuw, um arquivo de áudio reivindicando os assassinatos em nome da guerra santa islâmica foi encontrado na memória da câmera de vídeo do suspeito.

A entrega do suspeito à Bélgica não foi uma extradição no sentido jurídico do termo, mas baseada em um mandado europeu que permite, desde 2002, que os Estados membros da União Europeia enviem cidadãos a países parceiros.

Próximo passo, reconstituição

Mehdi Nemmouche ficará preso em Mons, no sul da Bélgica, e participará de uma reconstituição no local do crime, no centro de Bruxelas.

Segundo seu advogado, Nemmouche se recusa a dar depoimento porque teme que ele seja vazado para a imprensa. “Nós exigimos o afastamento dos investigadores que violam a lei e organizam esses vazamentos”, afirmou Sébastien Courtoy.

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