França/Estados Unidos

Ausente da marcha depois dos atentados, Kerry vem à França oferecer apoio dos EUA

O secretário de Estado americano John Kerry
O secretário de Estado americano John Kerry REUTERS/Yuri Gripas

O secretário de Estado norte-americano John Kerry chega nesta quinta-feira (15) em Paris para trazer o apoio dos EUA à França, uma semana depois dos atentados que deixaram 17 mortos. Nesta sexta-feira, Kerry se encontra com o chanceler francês Laurent Fabius na sede do Ministério das Relações Exteriores e em seguida se reúne com o presidente francês François Hollande.

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O secretário de Estado americano declarou em visita a Sofia, na Bulgária, que vem à França expressar “o afeto” dos Estados Unidos em relação a seu aliado. A ausência de um representante americano de peso na marcha que reuniu mais de quatro milhões de pessoas em toda a França no domingo foi interpretada como uma “gafe” de Washington.

“O objetivo da minha visita na França será, essencialmente, dar um grande abraço em Paris e expressar nosso afeto ao país e ao povo da capital que viveu um período de horror”, disse Kerry durante uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro búlgaro Boïko Borissov.

Dois dias antes do ataque, o presidente americano Barack Obama declarou que a França era o “mais antigo aliado” dos Estados Unidos. Mas, no domingo, Washington julgaram que não seria útil enviar um alto representante à manifestação que reuniu cerca de 50 dirigentes, incluindo israelenses e palestinos.

Embaixadora americana em Paris representou EUA na marcha

O governo americano enviou apenas a embaixadora Jane Hartley, uma especialista do mundo da finança sem experiência diplomática, que assumiu recentemente o cargo na capital francesa. A ala republicana do Congresso criticou os americanos por não terem enviado uma personalidade mais conhecida à manifestação em memória às vítimas dos atentados contra o Charlie Hebdo, que deixou 17 mortos. A Casa Branca reconheceu a falha.

Obama conversou pelo telefone com François Hollande durante os dias em que ocorreram os atentados. Ele também esteve na embaixada da França em Washington para assinar o livro de condolências.
 

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