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França/Strauss-Kahn

Em primeiro dia processo, Strauss-Kahn diz que não conhecia responsáveis pelas orgias

Dominique Strauss-Kahn disse que as orgias eram realizadas em sua casa, mas que não conhecia os organizadores.
Dominique Strauss-Kahn disse que as orgias eram realizadas em sua casa, mas que não conhecia os organizadores. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
3 min

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn está sendo acusado pela justiça de ter explorado uma rede de prostitutas no norte da França. Nesta segunda-feira (2), primeiro dia do processo, DSK, como é chamado pelos franceses, negou conhecer os demais suspeitos, que são apontados como os organizadores das orgias às quais teria participado. O economista também disse que nunca esteve no hotel Carlton de Lille, onde as festas teriam sido realizadas.

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Strauss-Kahn, que comparece diante da justiça com outras 13 pessoas por acusação de "proxenetismo com agravante de grupo organizado", ou seja, de explorar uma rede de prostitutas, deve depor apenas na próxima semana. No entanto, o ex-chefe do FMI chegou a se pronunciar durante o primeiro dia do processo. Ao ser questionado se conhecia os principais suspeitos, DSK disse nunca ter encontrado Dominique Alderweireld e René Kojfer, apontados como sendo os organizadores das orgias.

DSK também garantiu que nunca esteve no Carlton, hotel de luxo nas cidades de Lille (norte) e de Tours (centro-este), onde seriam realizadas as festas. Questionado sobre o local onde aconteciam as orgias, o francês respondeu que elas eram feitas em sua própria casa.

DSK disse que não pagava prostitutas

Em entrevistas antes do início do julgamento, Strauss-Kahn disse não entender do que estava sendo acusado. Ele afirma que nunca pagou pelas mulheres. Em sua defesa, o economista diz que era adepto da libertinagem, mas não contratava prostitutas. O economista insiste que as mulheres faziam sexo com ele porque eram partidárias de orgias.

O ex-político socialista é defendido por três advogados renomados. A defesa denuncia um processo de "motivação ideológica, política e moral" e alega que a justiça está confundindo o direito penal com uma questão moral.

Segundo escândalo sexual para Strauss-Kahn

As revelações mais esperadas podem vir de quatro ex-garotas de programa, que queriam prestar depoimento, mas a portas fechadas. No entanto, o pedido foi negado pela justiça. Centenas de jornalistas e fotógrafos franceses e estrangeiros já se credenciaram para cobrir o caso, que tem suscitado um grande interesse da imprensa.

Strauss-Kahn, que tem hoje 65 anos de idade, chegou a ser visto como possível candidato socialista para as eleições presidenciais francesas de 2012. Mas ele foi retirado do páreo após ter sido acusado de estuprar uma camareira no hotel Sofitel, em Nova York, em 2011. O caso foi arquivado, mas o escândalo sexual arranhou a imagem do político, que não pôde se candidatar para a presidência e perdeu seu cargo de chefe do FMI.

Agora, se for considerado culpado, DSK pode pegar até dez anos de prisão.

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