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França/Julgamento

Ex-diretor do FMI começa a ser julgado na França por organizar rede de prostituição

Processo de Dominique Strauss-Kahn começa nesta segunda-feira (2.02.15) no Tribunal Correcional de Lille por proxenetismo agravado.
Processo de Dominique Strauss-Kahn começa nesta segunda-feira (2.02.15) no Tribunal Correcional de Lille por proxenetismo agravado. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
3 min

O ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn, 65, volta ao banco dos réus. DSK é julgado a partir desta segunda-feira (1) junto com outras 13 pessoas pelo crime de "proxenetismo com agravante em grupo organizado" no que ficou conhecido como o escândalo do Hotel Carlton de Lille, cidade do norte da França.

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Dominique Strauss-Kahn é acusado de fazer parte de uma rede de prostituição montada por um grupo de amigos. Entre os réus estão empresários, um advogado, um policial e o dono de uma boate de sexo na Bélgica. Eles teriam participado de festas com prostitutas aliciadas mediante pagamento.

Strauss-Kahn afirma que nunca pagou pelas mulheres. Em sua defesa, ele disse que era era adepto da libertinagem, mas não de prostitutas. Ele insiste que as mulheres faziam sexo com ele porque eram adeptas de orgias.

O juiz que instruiu o processo estimou que não havia elementos suficientes para indiciar Strauss-Kahn, mas a procuradoria decidiu avançar com o julgamento. O caso do Carlton de Lille estourou logo depois do escândalo do Sofitel de Nova York, em que DSK foi denunciado pela agressão sexual a uma camareira.

O ex-diretor do FMI será ouvido na semana que vem, mas deve comparecer nesta tarde na abertura do processo. O julgamento vai durar três semanas e, se houver condenação, as penas podem chegar a 10 anos de prisão e multa de € 1,5 milhão (R$ 4,5 milhões).

Franceses acreditam que Strauss-Kahn seria um presidente melhor que Hollande

Apesar dos escândalos sexuais que arruinaram a sua carreira política, uma sondagem do jornal Le Parisien revela que 79% dos franceses afirmam que DSK seria um presidente melhor que o atual presidente François Hollande.

Quando as acusações da camareira do Sofitel vieram à tona, no começo de 2012, Strauss-Kahn estava em plena campanha das primárias do Partido Socialista. À época, ele liderava as pesquisas de opinião e a sua candidatura à presidência era quase certa.

Mas, hoje, um retorno de Strauss-Kahn à política francesa parece remoto. A mesma pesquisa do Parisien mostra que 56% dos entrevistados não desejam a sua volta e 55% dos franceses têm uma opinião negativa do ex-socialista.

 

 

 

 

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