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França/Justiça

Suspeito em processo envolvendo Strauss-Kahn nega acusações

Chegada ao Tribunal de Lille nesta terça-feira, 3 de René Kojfer, ex-diretor de Relações Públicas do hotel Carlton
Chegada ao Tribunal de Lille nesta terça-feira, 3 de René Kojfer, ex-diretor de Relações Públicas do hotel Carlton REUTERS/Pascal Rossignol
Texto por: RFI
3 min

O segundo dia do processo em que o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn é acusado de ter explorado uma rede de prostitutas no norte da França foi marcado pelo início dos depoimentos dos suspeitos. O primeiro a depor nesta terça-feira (3) no tribunal de Lille foi René Kojfer, ex-relações públicas do Hotel Carlton, onde a rede de prostituição teria sido montada. Ele negou todas as acusações.

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René Kojfer disse aos juízes que ele apenas ajudava os amigos, apresentando prostitutas que ele conhecia. O ex-relações públicas do Hotel Carlton foi o primeiro a ser investigado pela polícia depois de uma "denúncia anônima". Seu telefone foi grampeado e foi durante um de seus telefonemas que apareceu o nome de Dominique Strauss-Kahn.

René Kojfer foi o primeiro indiciado no caso, em outubro de 2011. A promotoria o acusa de ter sido o contato de prostitutas com os clientes do hotel. Os advogados da defesa contestam as investigações e dizem que as escutas telefônicas já haviam sido decididas antes da investigação preliminar e do início do monitoramento de Kojfer em fevereiro de 2011. Os próximos suspeitos a depor, ainda hoje, são o ex-diretor do Carlton, Francis Henrion, e o dono do hotel, Hervé François.

Depoimento de Strauss-Kahn

O presidente do tribunal de Lille adiantou na abertura do julgamento, na segunda-feira (2), que não irá atuar como um guardião da moral neste processo. Ele disse que não vai explorar detalhes do comportamento sexual dos 14 indiciados, que constam dos relatos colhidos durante as investigações.
O ex-chefão do FMI, Dominique Straus-Kahn, deve depor apenas na próxima semana. No entanto, o ex-chefe do FMI falou ontem durante o primeiro dia do processo e negou conhecer os demais suspeitos, apontados como os organizadores das orgias de que teria participado. Em sua defesa, o economista diz que é adepto da libertinagem, mas nunca pagou por isso e não contratava prostitutas.

O processo deve durar ao menos três semanas. Se for condenado, DSK, como o político socialista é conhecido na França, pode pegar até dez anos de prisão e pagar multa de € 1,5 milhão. Strauss-Kahn, de 65 anos de idade, saiu da cena política após o escândalo do Sofitel de Nova York, em 2011, quando foi acusado de ter estuprado uma camareira.

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