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França/DSK

Promotor pede fim do processo contra Dominique Strauss-Kahn

Dominique Strauss-Kahn deixa o tribunal após sessão de seu julgamento em Lille.
Dominique Strauss-Kahn deixa o tribunal após sessão de seu julgamento em Lille. REUTERS/Pascal Rossignol
Texto por: RFI
3 min

A procuradoria da cidade de Lille, no norte da França, determinou nesta terça-feira (17) a liberação "pura e simples" do ex-diretor geral do FMI Dominique Strauss-Kahn no julgamento em que ele é acusado de proxenetismo (exploração de prostitutas). O ponto-chave do processo era determinar se DSK sabia que as moças que participaram de orgias com ele eram garotas de programa. O réu sempre negou saber e a acusação não teve como provar o contrário.

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"Colocando sobre a balança todos os elementos da acusação e da defesa, considero que nem a informação judiciária nem a audiência permitiram estabelecer prova da culpa do senhor Strauss-Kahn", declarou o procurador de Lille Frédéric Fèvre. A decisão ocorre um dia depois de as duas prostitutas que acusavam DSK se retirarem do caso, alegando falta de provas.

Diante do tribunal correcional, o magistrado estimou que a "notoriedade" do réu não pode servir como elemento de presunção de sua culpa. Antes de entrar no redemoinho de escândalos, Dominique Strauss-Kahn era tido como favorito do Partido Socialista para as eleições presidenciais de 2012. "Um homem poderoso seria necessariamente culpado?", perguntou-se Fèvre.

Enquanto eram feitas as considerações finais, o ex-chefe do FMI ficou sentado em sua cadeira, com os braços cruzados, ouvindo atentamente o discurso do procurador. Se condenado pelo crime de "proxenitismo com agravante de grupo organizado", ele poderia enfrentar até dez anos de prisão, além de uma multa de € 1,5 milhão.

Abuso sexual

Antes do chamado “affaire Carlton”, Dominique Strauss-Kahn foi acusado de abuso sexual por uma camareira de hotel de Nova York. Neste caso, ele fechou um acordo com a vítima, Nafissatou Diallo, e as acusações foram retiradas.

DSK, que foi ministro de Finanças da França no final dos anos 1990, se tornou uma das mais influentes personalidades globais como chefe do Fundo Monetário Internacional. Sua carreira, no entanto, acabou em maio de 2011 quando o mundo assistiu ao vivo na TV as imagens dele algemado e sendo escoltado para custódia em Nova York, após as acusações da camareira.

Depois de sua volta à França, Strauss-Kahn se separou da esposa, a jornalista Anne Sinclair, conheceu uma nova parceira e seguiu a carreira no setor de investimento privado.

 

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