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França/Justiça

Mãe de menor que partiu para jihad na Síria pede indenização ao Estado francês

Mãe de Bryan, adolescente de 16 anos que partiu em 2013 para a Síria.
Mãe de Bryan, adolescente de 16 anos que partiu em 2013 para a Síria. Captura vídeo France 24
3 min

A mãe de um adolescente de 16 anos, que partiu em 2013 para a Síria, onde se uniu aos jihadistas, pede nesta terça-feira (9) ao Tribunal Administrativo de Paris que o Estado a indenize em €110 mil por não ter impedido seu filho de deixar o território francês.

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O jovem, identificado como Bryan, tinha acabado de passar o Natal com a mãe e três irmãos e irmãs em Nice, no sul da França. Dois dias mais tarde, sem avisar ninguém, ele partiu para combater na Síria com três outros rapazes da cidade.

Somente com uma carteira de identidade, sem mala nem passaporte, ele embarcou para a Turquia, porta de entrada para os futuros combatentes do jihad para chegarem à Síria.

Para a advogada da família, a polícia francesa cometeu uma falha grave e uma falta de discernimento em se tratando de um menor, não acompanhado, com uma passagem de ida simples rumo à Turquia, sem nenhuma bagagem.

E é considerando que os serviços da polícia não fizeram a sua obrigação que ela pede ao tribunal administrativo de Paris de ordenar o Estado a lhe pagar a quantia, em seu nome e de seus três filhos, por danos morais. A mãe de família argumenta que não visa o dinheiro, mas sim o erro cometido. "É preciso que os menores de idade parem de partir para fazer o jihad", ela diz.

Em primeira instância, a mãe do jihadista pediu a indenização ao Ministério do Interior francês, que se recusou pagar a indenização, considerando que nenhum erro foi cometido, pois o jovem foi controlado e uma simples carteira de identidade basta para ir ao estrangeiro. Como ele não era fichado pela polícia, não havia razão para ser detido, justifica o Ministério.

Um argumento que pode dar muito pano para manga, pois uma das prioridades atuais no combate ao terrorismo é impedir que os jovens convertidos partam para fazer o jihad na Síria ou no Iraque. Jovens que, na maioria, nunca foram detidos ou suspeitos de atividades ilegais.
 

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