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França

Desfile “pós-Charlie” no 14 de Julho em Paris

Unidade de elite da polícia francesa, RAID, desfilou pela primeira vez na Avenida dos Campos Elísios.
Unidade de elite da polícia francesa, RAID, desfilou pela primeira vez na Avenida dos Campos Elísios. AFP / LOIC VENANCE
Texto por: RFI
3 min

Seis meses depois dos atentados de Paris, a Avenida dos Campos Elísios foi palco de uma homenagem às unidades de elite da polícia que, pela primeira vez, participaram no desfile do 14 de Julho.

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A França homenageou, esta terça-feira, as forças militares e da polícia envolvidas na luta contra o terrorismo, com destaque para as unidades de elite que participaram na neutralização dos suspeitos do atentado que dizimou a redacção do jornal CharlieHebdo, a 7 de Janeiro, e no resgate dos reféns do supermercado Hyper Cacher, a 9 de Janeiro.

Pela primeira vez, unidades de elite da polícia conhecidas como RAID, BRI e GIGNdesfilaram na Avenida dos Campos Elísios. Depois foi a vez de desfilarem os soldados da “Sentinelle”, uma operação de protecção do território francês que mobiliza 7.000 militares.

Cento e cinquenta e seis militares mexicanos abriram o desfile já que o México era o país convidado de honra deste ano, tendo estado presente na tribuna presidencial o chefe de Estado mexicano Enrique Peña Nieto.

O desfile lembrou, ainda, o 70° aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, com a Patrulha de França a sobrevoar a Avenida com 12 aviões. Nos céus de Paris, viram-se ainda aviões rafale.

No final e como manda a tradição, foram os soldados da Legião Estrangeira a fechar o desfile a pé.

Mais de 11.200 polícias e militares e 300 socorristas foram mobilizados para a capital francesa e os arredores para garantir a segurança da Festa Nacional, cujas celebrações começaram na segunda-feira e continuam até esta quarta-feira.

Entrevista do presidente francês, François Hollande

Como é habitual, o presidente francês foi entrevistado no final do desfile por televisões francesas. A 22 meses do fim do seu mandato, François Hollande reafirmou que não será candidato às eleições presidenciais em 2017 se o desemprego não baixar.

François Hollande, Presidente de França

Seis meses após os atentados de Paris e algumas semanas após o atentado de Saint-Quentin-Fallavier, Hollande garantiu que vai manter o dispositivo de segurança em França que conta, actualmente, com 30.000 polícias e militares em locais estratégicos.

O chefe de Estado francês pronunciou-se também sobre a Grécia e saudou o acordo assinado em Bruxelas para iniciar as conversações para um terceiro plano de ajuda financeira a Atenas. Hollande considerou que a Grécia não foi “humilhada” e sublinhou que “humilhação seria ter sido expulsa da zona euro”.

Por outro lado, François Hollande declarou que ia apresentar “propostas para um governo económico grego” para travar as crises sucessivas na União Europeia e disse que a zona euro poderia ser dotada de um “orçamento” para “investir” e “dar à Europa bases mais sólidas”.

O presidente francês pronunciou-se, também, sobre o acordo sobre o programa nuclear iraniano entre Teerão e as potências ocidentais, considerando que “o mundo avança”.

 

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