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Siria/França

Síria domina reuniões em Paris e eclipsa a Ucrânia

Imagem dos presidentes francês François Hollande e russo Vladimir Putin esta sexta-feira, 2 de outubro, no Eliseu, Paris
Imagem dos presidentes francês François Hollande e russo Vladimir Putin esta sexta-feira, 2 de outubro, no Eliseu, Paris Xenia
Texto por: João Matos
7 min

Protagonismo da Síria e os bombardeamentos dos terroristas do estado islâmico dominam reuniões desta sexta-feira, 2 de outubro, em Paris entre presidentes francês, russo, ucraniano e a chanceler alemã.

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A Síria e os bombardeamentos da aviação russa contra os terroristas do chamado estado islâmico, mas também de rebeldes sírios apoiados pela coligação ocidental, dominaram o encontro desta manhã, 2 de outubro, no Eliseu, dos Presidentes francês François Hollande e russo Vladimir Putin.

Vladimir Poutine confirmou aliás ao seu homólogo francês Hollande, que a sua aviação tinha bombardeado o feudo da organização terrorista Estado islâmico, na província de Raqq, no norte da Síria.

Convém dizer no entanto que países da coligação ocidental, como a França, os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Turquia, Qatar e Arábia Saudita, exigiram, esta sexta-feira, num comunicado conjunto, à Rússia, para pôr fim imediatamente aos bombardeamentos contra civis e concentrar-se somente nos jihadistas do estado islâmico.

De notar que inicialmente, o foco principal deste encontro em Paris de Putine e Hollande, devia ser a Ucrânia, que ficou eclipsado pela actualidade de política mundial dos bombardeamentos russos, tanto mais que a própria França já tinha começado a bombardear esses terroristas há uma semana.

Bombardeamentos que ocorrem no momento em que a Síria, o chamado estado islâmico, a coligação ocidental liderada pelos Estados Unidos naquela região da Síria e do Iraque e uma novíssima proposta de coligação protagonizada pela Rússia, eram debatidos, na Assembleia geral da ONU, que decorre actualmente em Nova Iorque, em terras americanas.

Logo, seria quase que impossível que a Ucrânia, ocupasse o primeiro plano neste encontro desta manhã entre Hollande e Putin.

Mas, mesmo assim, a Ucrânia, foi um dos assuntos em cima da mesa, tanto mais que esta tarde, esse encontro é alargado à chanceler alemã, Angela Merkel e ao Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.
Temos pois em torno da mesa, os Presidentes francês François Hollande, russo, Vladimir Putin, ucraniano Poroshenko e a chanceler alemã Angela Merkel, para debaterem a crise entre Kiev e os separatistas pró-russos.

O Presidente russo, Putin que regressou em força à cena internacional, tendo marcado pontos na Assembleia geral da ONU, em Nova Iorque, sobre a questão da Síria e os jihadistas do Estado islâmico, está em Paris, para continuar a defender as suas posições, alargadas agora à Ucrânia.

Não há dúvida que Putin, está na capital francesa, para também defender os seus interesses em relação à Ucrânia, apoiando os separatistas e exigindo junto do Presidente francês François Hollande e da chanceler Angela Merkel, que as sanções económicas da Comissão europeia, impostas à Rússia, sejam levantadas.

O Presidente François Hollande e a chanceler Angela Merkel já nem irão tentar separar os dois assuntos, o da Síria e o da Ucrânia, como estava previsto, inicialmente, tanto mais que o Presidente russo, Putin, tentará insistir nos bombardeamentos contra os jihadistas e a Síria, defendendo o seu protegido, o Presidente sírio Bashar Al-Assad.

Conclusão, nesta segunda reunião entre a França, Alemanha, Rússia e Ucrânia, é mais do que evidente que a Síria e os bombardeamentos contra o grupo terrorista Estado islâmico, vão tirar protagonismo à paz na Ucrânia, sem dizer que, continuando Putin, a marcar pontos na cena internacional, ainda vai obter a suspensão das sanções da Comissão europeia, impostas à Rússia.

Sem falar nos interesses económicos que abrangem todos esses países como o abastecimento do gás russo à Europa, através do território da Ucrânia.

João Matos sobre a Síria, Paris, Moscovo, Alemanha e Ucrânia

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