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França

Extrema-direita francesa alcança resultado histórico nas regionais

Líder da Frente Nacional, Marine Le Pen
Líder da Frente Nacional, Marine Le Pen DENIS CHARLET/AFP
Texto por: Lígia ANJOS
3 min

A extrema-direita francesa, Frente Nacional, conseguiu 27% dos votos nas eleições regionais de ontem e fica na frente em 6 das 13 regiões francesas, conseguindo mais de 40% dos votos na região Norte-Pas-de-Calais-Picardia, onde concorria a líder do partido Marine Le Pen que obteve 40,6% dos votos.

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No Sul do país, na Provence-Alpes-Côte d’Azur, a vitória coube à sobrinha, Marion Maréchal Le Pen, que conquistou, também, 40,6% dos votos.

O grande derrotado desta primeira volta é o Partido Socialista do Presidente François Hollande. O porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll, pediu uma “união de forças da esquerda” para a segunda volta que decorre no próximo domingo, dia 13 de Dezembro.

O secretário nacional dos Verdes, Emmanuelle Cosse, candidato pela região Ile-de-France apelou à mesma “fusão das listas da esquerda e dos ecologistas”. O Partido Socialista garantiu que a decisão vai ser tomada pela direcção nacional do partido e não localmente.

O partido Republicano conquistou 27% dos votos, e 4 regiões. O antigo Presidente Nicolas Sarkozy afastou as hipóteses de coligação com a esquerda, na segunda volta, de forma a impedir uma vitória da Frente Nacional. Apoiando-se no segundo lugar, recusa juntar-se às suas listas de outros candidatos e defende ainda que o seu partido não deve apoiar socialistas que possam bater os candidatos da extrema-direita.

O ambiente ontem à noite em Lille na região Norte-Pas-de-Calais-Picardia, foi pesado depois do resultado bombástico da frente nacional que obteve mais de 40% dos votos logo na primeira volta. Liliana henriques esteve lá e conta-nos.

Crónica Liliana Henriques, enviada especial a Lille

Ontem a frente nacional festejou os seus resultados na pequena povoação de Henin Beaumont no norte de frança, feudo FN desde 2014. Liliana Henriques recolheu os testemunhos do habitantes sobre o primeiro ano sob a alçada da Frente Nacional.

Crónica de Liliana Henrique na pequena povoação de Henin Beaumont

Um resultado que não surpreendeu ninguém, como relata Felício Manu, politólogo de origem angolana radicado em França; "estes resultados não são uma surpresa porque a vitória da Frente Nacional foi algo de previsto pelos analistas e sondagens. A derrota do Partido Socialista foi mais temperada do que previsto. Quanto aos Republicanos e seus aliados que são os centristas é verdade que se esperava um número de regiões em que eles encabeçariam os resultados mais importantes, mas com 27% dos resultados estão na norma comparativamente com as eleições regionais de 2010."

Felício Manu, politólogo de origem angolana radicado em França

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