França

Manifestações e violência em França

19 de maio, 3° dia consecutivo de manifestações de movimentos sociais e da polícia, tendo como pano de fundo reforma du Código do trabalho
19 de maio, 3° dia consecutivo de manifestações de movimentos sociais e da polícia, tendo como pano de fundo reforma du Código do trabalho AFP/KENZO TRIBOUILLARD

As manifestações continuam em várias cidades francesas, com cenas de violência entre a polícia e manifestantes, no quadro da reforma do código do trabalho e por ora não se vislumbra um desfecho positivo desta situação.

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Pelo terceiro dia consecutivo houve mais manifestações em várias cidades em França, com cenas de violência e agressões mútuas entre jovens manifestantes e forças policiais, que chegaram mesmo a manifestar-se esta quarta-feira, para denunciarem actos de agressão de que são vítimas.

Tudo isto, tendo como pano de fundo, a reforma do Código do trabalho, que foi já adoptada pelo Parlamento, que deverá ainda pronunciar-se sobre o mesmo de modo definitivo, depois do voto do Senado.

Uma reforma que vem sendo contestada nas ruas das cidades francesas, nomeadamente, na capital, Paris, onde há várias semanas, manifestantes, sobretudo jovens, se reúnem todas as noites, na Praça da República, em torno de um movimento chamado "Nuit debout", em tradução livre, Noite de pé ou Noite em branco.

Tudo isto, em pleno regime de estado de emergência, decretado desde os atentados terroristas de novembro de 2015, em Paris.

Em entrevista à RFI, a portuguesa Antónia Reis, Africanista e Historiadora Política, residente em Paris, analisa toda esta situação que no seu dizer é mundial. 

Antónia Reis, Africanista e Historiadora Política residente em Paris

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