França

Festival da Incerteza : "um espaço aberto onde tudo pode acontecer"

Festival da Incerteza
Festival da Incerteza

Abriu hoje ao público o Festival da Incerteza na delegação francesa da Fundação Caloust Gulbenkian, que se inspira na celebração dos 500 anos da obra "Utopia" de Thomas More, mas também no poeta português Fernando Pessoa.

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No quadro deste festival, que decorre até 18 de Dezembro, Paris recebe pela primeira vez a biblioteca pessoal do poeta português Fernando Pessoa. O curador do festival Paulo Pires do Vale apresenta este festival assente na incerteza e utopia.

A primeira de duas exposições inaugurada hoje intitula-se "Do Desassossego", parte da ideia de "outridade" que é o exercício de se outrar, de um Ser se transformar noutro.

Nesta exposição encontramos o trabalho da artista espanhola Dora García, o vídeo "destruição" de Fernando Calhau, João Onofre ainda um trabalho do artista francês Pierre Leguillone e a biblioteca pessoal do poeta Fernando Pessoa.

"Quando fui convidado para pensar nesta exposição, fazer um festival da incerteza, implicava olhar para a incerteza não como um aspecto negativo, mas como uma oportunidade", descreve Paulo Pires do Vale.

As exposições desenvolvem-se a partir do desassossego, de onde nascem utopias, olhando para a obra, nomeadamente, de Fernando Pessoa e no exercício predilecto do poeta português que é "tornar-se outro" ou "outrar".

Paulo Pires do Vale quis tirar à incerteza "a angustia e poder celebrá-la porque é um espaço aberto onde tudo pode acontecer; coisas negativas podem acontecer, mas também a construção de um mundo outro, melhor".

Curador da exposição Paulo Pires do Vale

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