Nobel da Química 2016

Trio partilha Nobel da Química

A Real Academia Sueca das Ciências anunciou esta quarta-feira o Nobel da Química de 2016. O galardão foi atribuído ao francês Jean-Pierre Sauvage, ao britânico James Fraser Stoddart e ao holandês Bernard Feringa “pela concepção e síntese de máquinas moleculares”.

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Três investigadores partilham o Prémio Nobel da Química 2016 pelo desenvolvimento de moléculas cujos movimentos são controláveis e que podem desempenhar tarefas quando lhes é fornecida energia. São máquinas moleculares, as mais pequenas do mundo, “que podem vir a ser usadas no desenvolvimento de coisas como novos materiais, sensores e sistemas de armazenamento de energia”, sublinha a Real Academia Sueca das Ciências.

E desta vez o galardão foi para verdadeiros químicos, são eles o francês Jean-Pierre Sauvage, o britânico James Fraser Stoddart e o holandês Bernard Feringa, os pais das minúsculas “máquinas moleculares”, os nano robots do futuro.

Jean-Pierre Sauvage, 71 anos, professor na Universidade de Estrasburgo, foi o primeiro a pensar nestas nano máquinas, apresentando uma cadeia molecular capaz de conectar de forma controlada em resposta a sinais como luz, mudança de temperatura, etc. Em 1983, Jean-Pierre Sauvage ligou duas moléculas em forma de anel, formando uma cadeia.

Uma experiência que foi desenvolvida em seguida por Fraser Stoddart, 74 anos, professor na Northwestern University (EUA), que criou um “rotaxano”, em 1991, uma estrutura de molecular sob um eixo molecular, mostrando que a estrutura molecular podia movimentar-se ao longo do eixo. A descoberta permitiu-lhe criar um elevador e um músculo molecular.

Bernard Feringa, 65 anos, docente na Universidade de Groningen (Holanda) produziu em 1999 o primeiro “motor molecular”, que lhe permitiu criar uma nano viatura.

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