Convidado

Desassossego de Pessoa em Paris

Áudio 12:21
Curador do festival Paulo Pires do Vale, artista francês Pierre Leguillon e a directora da casa Fernando Pessoa, Clara Riso
Curador do festival Paulo Pires do Vale, artista francês Pierre Leguillon e a directora da casa Fernando Pessoa, Clara Riso RFI / Lígia Anjos

O Festival da Incerteza arrancou esta semana na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris. Incerteza, utopia, desassossego são algumas premissas do festival que propõe acima de tudo um espaço de reflexão, de pensamento, de leitura.Uma viagem em torno da utopia que nos deixam vários criadores, nomeadamente, a obra "Utopia" de Thomas More que este ano completa 500 anos, mas também de Fernando Calhau, João Onofre ou Pessoa e os seus heterónimos.A exposição começa por se apresentar com duas cadeiras e a obra "Desassossego" de Bernardo Soares - um dos 72 heterónimos Pessoanos. Mais à frente, somos confrontados com a frase da espanhola Dora García "um buraco na realidade".Noutras salas, o questionamento do espaço de trabalho - do laboratório do criador - do atelier com as obras "destruição" um vídeo em super 8 de Fernando Calhau e um vídeo sem título de João Onofre.O artista francês Pierre Leguillon trabalhou a partir da biblioteca pessoal de Fernando Pessoa, e partilha com o público uma espécie de laboratório da imaginação como nos descreveu o curador do festival Paulo Pires do Vale.Aa exposição fica completa com a biblioteca pessoal de Fernando Pessoa, uma partilha inédita com o público francês, como nos explicou a directora da Casa Fernando Pessoa, Clara Riso.