Política /França

Confidências de François Hollande

O  Presidente François Hollande. 4 de Outubro de 2016.
O Presidente François Hollande. 4 de Outubro de 2016. REUTERS/Philippe Wojazer

No livro que lhe é consagrado " Un Présidente ne devrait pas dire ça" (Um Presidente Não deveria falar dessa Maneira),o Chefe de Estado francês, François Hollande faz confidências, a  seis meses da presidencial para a qual ele ainda não confirmou se vai candidatar. Hollande afirma, nomeadamente, que existe um problema com o islão, comenta a grosseria de Nicolas Sarkozy e lamenta ter colocado na sua agenda política a destituição da nacionalidade.

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Sem ter oficializado uma nova candidatura, o Presidente François Hollande tem multiplicado as confidências aos jornalistas. As afirmações que nesta quarta-feira suscitaram uma série de comentários em França , são extractos do livro "Un Présidente ne devrait pas dire ça" ( Um presidente não deveria falar dessa maneira) escrito pelos jornalistas do Le Monde, Gérard Davet e Fabrice Lhomme. O opus foi baseado em 61 entrevistas concedidas por François Hollande aos dois jornalistas do serviço político do reputado diário francês.

Entre as perguntas colocadas por Davet e Lhomme está uma do dia 23 de Julho de 2014, sobre a imigração. Será que é um tabú um político de esquerda afirmar hoje em dia, que há muitos imigrantes em França? Segundo Davet e Lhomme, eles não contavam com a resposta de François Hollande que disse: "eu penso que há demasiadas entradas, imigrantes que não deviam estar em França".

Noutra ocasião, Hollande afirma: " É uma verdade que existe um problema com o islão. Ninguém duvida". De acordo com o Chefe de Estado francês, não é o islão como religião que está em causa, o islão em si não é uma religião perigosa. O que coloca um problema, é o facto de os muçulmanos não denunciarem os actos de radicalizção ,assim como os imãs comportarem-se de forma anti-republicana.

François Hollande arrependeu-se também de ter proposto a inscrição na Constituição a polémica destituição da nacionalidade para os autores de actos terroristas. " Não foi uma boa opção porque os terroristas desejam morrer", segundo afirmou o Presidente francês. François Hollande criticou severamente também o seu predecessor Nicolas Sarkozy, que ele qualificou de "grosseiro","mau" e "cínico", bem como "o fascínio de Sarkozy pelo dinheiro".

           

 

 

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