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França

3 candidatos às presidenciais de França em campanha em Lyon

3 candidatos às presidenciais em França, Emmanuel Macron, Jean-Luc Mélenchon e Marina Le Pen, medem forças em Lyon.
3 candidatos às presidenciais em França, Emmanuel Macron, Jean-Luc Mélenchon e Marina Le Pen, medem forças em Lyon. JOEL SAGET, ERIC PIERMONT / AFP
Texto por: João Matos
5 min

Fim-de-semana de pré-campanha  às presidenciais francesas de 3 candidatos, Marine Le Pen, da extrema direita, Emmanuel Macron da esquerda dita liberal e Jean-Luc Mélenchon da esquerda radical, na cidade de Lyon do sudeste da França.

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3 dos candidatos à primeira volta das presidenciais de abril em França, Marine Le Pen, da Frente nacional, Emmanuel Macron, antigo ministro socialista da corrente dita liberal e Jean-luc Mélenchon, ele também, ex-ministro socialista, da esquerda radical, estão a medir forças este fim-de-semana, em Lyon, no sudeste da França.

A candidata da extrema direita, Marine Le Pen, que segundo várias sondagens lidera as intenções de voto na primeira volta das presidenciais, apresenta em Lyon, o seu programa intitulado "França livre", do qual  constam 144 propostas.

Entre as propostas, um referendo sobre a pertença ou não da França à União Europeia, para recuperar o que Marine Le Pen, chama as quatro soberanias: monetária, legislativa, territorial e económica.

De destacar igualmente desse projecto da candidata da Frente nacional, um referendo constitucional sobre a "prioridade nacional", um referendo de iniciativa popular na base de 500 mil eleitores necessários e um escrutínio proporcional generalizado prevendo a eleição de 300 deputados e 200 senadores.

E como não podia deixar de ser, sobre a imigração, Marine Le Pen, propõe expulsar automaticamente "criminosos e delinquentes estrangeiros" e apostar na "identidade nacional".

Por outro lado, Marine Le Pen, quer "erradicar o terrorismo e destruir as redes fondamentalistas islamitas.

Enquanto isso, para não deixar que a candidata da extrema direita ocupe sozinha a cena política em Lyon, o candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, está igualmente na mesma cidade, para apresentar algumas das suas reformas às eleições presidenciais em França.

Mélenchon, apresenta-se como o insubmisso duma "França insubmissa", defendendo por exemplo em matéria da imigração, fronteiras abertas e o multicultarismo, enquanto a nível nacional, quer aumentos salariais e despesas públicas, e denuncia a hegemonia de funcionários da União Europeia sobre a França.

Enfim, Emmanuel Macron, o candidato à esquerda, que vai de vento em popa nas sondagens, depois de ter sido ministro da Economia do presidente François Hollande, está também em Lyon, para defender a sua reforma duma França despesista e burocrática, reclamando mais Europa e mais globalização.

Sobre as sondagens, citemos duas últimas, uma publicada este sábado, (4) da BVA-Salesforce, que coloca Marine Le Pen à frente na primeira volta, com 25% dos votos, Emmanuel Macron, com 21-22%, e o candidato da direita, François Fillon, com 18-20%), em queda livre devido ao escândalo financeiro envolvendo mulher e filhos, que trabalharam para ele auferindo salários excepcionais do erário público.

Uma segunda sondagem de ontem, feita pela BVA para Oange, dá ao candidato da direita Fillon 20%-18% na primeira volta, Emmanuel Macron, 21% das intenções de sufrágios e Marine Le Pen, 25% , liderando a primeira volta de abril.

Mas na segunda volta das presidenciais de maio, Marine Le Pen, já seria derrotada, por Fillon, que ganharia por 60% contra 40% ou mesmo pelo candidato da esquerda moderna, Emmanuel Macron que venceria a candidata da Frente nacional, por 66% contra 34% dos votos.

Sondagens feitas na base de uma amostra representativa de 955 a 1.002 franceses de  mais de 18 anos.

João Matos sobre presidenciais em França

 

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