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França / Alemanha

França e Alemanha querem “sistema de combate aéreo europeu”

Emmanuel Macron e Angela Merkel, 13 de Julho de 2017, no Palácio do Eliseu.
Emmanuel Macron e Angela Merkel, 13 de Julho de 2017, no Palácio do Eliseu. Patrick KOVARIK / AFP
Texto por: Carina Branco
3 min

No dia em que Donald Trump chegou a Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, começou por receber, de manhã, a chanceler alemã, Angela Merkel. Ambos falaram em “desenvolver um sistema de combate aéreo europeu” e Merkel mostrou-se favorável a um “orçamento da zona euro”, ideia defendida por Macron.

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Algumas horas antes de receber Donald Trump, Emmanuel Macron recebeu Angela Merkel, no Palácio do Eliseu, no 19° conselho de ministros franco-alemão. O presidente francês e a chanceler alemãfalaram em “desenvolver  um sistema de combate aéreo europeu” para “substituir as frotas actuais de aviões de combate a longo termo”. O projecto deverá ficar definido até finais de 2018.

Emmanuel Macron disse que o objectivo é "lançar a investigação e o desenvolvimento em comum" e de se "coordenarem ao nível das exportações".

“É uma revolução profunda mas não temos medo das revoluções quando são conduzidas de maneira coerente e ao longo do tempo”, afirmou.

Por outro lado, no que toca à reforma da zona euro, defendida pelo chefe de Estado francês, a chanceler alemã mostrou-se favorável a um orçamento da zona euro e mostrou-se disposta a falar sobre um “ministro europeu das Finanças”, ideias defendidas por Macron.

Numa entrevista divulgada simultaneamente no jornal francês Ouest-France e em jornais do grupo alemão Funke, Emmanuel Macron considerou que “a Alemanha deve mexer-se, assim como a França”, através de reformas, e apontou que Berlim tem tirado proveito “dos disfuncionamentos da zona euro”.

“Quero que a zona euro tenha mais coerência, mais convergência (…) Os que estavam mais endividados ficaram ainda mais endividados. Os que estavam competitivos, ficaram ainda mais competitivos. Houve quem ganhasse com isso, como a Alemanha, porque soube fazer reformas, mas Berlim beneficia dos disfuncionamentos da zona euro. Esta situação não é sã”, afirmou.

O centrista e europeísta, que decidiu reformar o código do trabalho em França, afirmou que “a França deve reformar a sua economia para lhe dar mais vigor” e que a Alemanha “deve acompanhar uma retoma do investimento público e privado na Europa”.

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