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Revista de Imprensa

Escravatura, Memória, Imigração ou Reformas de Macron

Áudio 04:14
Primeiras páginas dos jornais franceses de 28 de agosto de 2017
Primeiras páginas dos jornais franceses de 28 de agosto de 2017 RFI
Por: João Matos
8 min

As primeiras páginas dos jornais franceses estão divididas entre assuntos que desde símbolos da escravatura, passando pelo inferno dos imigrantes, até às dificuldades do programa de reformas fiscais o Presidente francês, Macron. Escravatura, a França também tem os seus fantasmas, titula o jornal LIBÉRATION, referindo-se a nomes de ruas, placas, estátuas...Na pegada dos Estados Unidos, que deitam abaixo símbolos da Confederação, a França, deve do seu lado, confrontar-se com os estigmas do tráfico de escravos negros.Esclavagismo, em França também, a memória está nas ruas. Várias cidades francesas, e, nomeadamente, os portos que participaram no comércio triangular, a recordação de personalidades que alimentaram esse negócio está bem viva.No seu editorial, intitulado, Memória, LIBÉRATION, começa por escrever que foi um talentoso general americano que defendia um governo esclavagista, referindo-se a Robert E. Lee, cujas estátuas estão a ser demolidas, em todos os cantos dos Estados Unidos.  Fazendo um paralelismo com a França, LIBÉRATION, sublinha no seu editorial, que foi também um brilhante general francês, que restabeleceu a escravatura, em 1802, em França: Napoleão Bonaparte, mas ninguém pensa em deitar abaixo as suas estátuas.Mudando de assunto, LE MONDE, titula por sua vez, sobre Imigrantes no inferno líbio. Antes de tentarem chegar a Europa, imigrantes subsaarianos vivem um calvário na Líbia. Nãs mãos de traficantes, quase todos são vítimas de torturas e suas famílias recebem um resgate."Aqui na Líbia, somos escravos", diz um imigrante nigeriano, acrescentando:"os passadores dizem-nos:"chegando à Líbia, uma semana depois, estarão na Itália, onde terão casas de sonho".Outro imigrante, nigerino, replica: "aqui temos medo; há demasiados bandidos e armas. Após 20 horas, já não nos deixam entrar", nos casebres ondem vivem na Líbia, acrescenta LE MONDE.É ainda o mesmo vespertino, que se refere à Serra Leoa, onde depois do desastre da epidemia do Ébola, centenas de pessoas mortas foram enterradas sem nome.No cemitério de Waterloo, nos arredores de Freetown, são centenas de campas de mortos sem nomes, quando antes tinham nomes, idade ou religião, diz um familiar de uma das vítimas à reportagem do jornal, LE MONDE.Em relação a outros assuntos franceses, Imobiliária, investimentos: o que muda na reforma do imposto sobre a fortuna, titula LE FIGARO. Emmanuel Macron vair reduzir este imposto reservando-o à imobiliária.Uma evolução positiva para os investimentos em acções. Os profissionais da pedra estão preocupados.No seu editorial, Mais um esforço, LE FIGARO, pergunta: porque não suprimir inteiramente o imposto sobre a fortuna?  Os franceses sabem que um imposto que não é totalmente suprimido sabem que um dia ou outro entra pela janela, sobretudo num país drogado há décadas por impostos e taxas, sublinha LE FIGARO.Ovos contaminados: lições duma crise, pertence ao jornal LA CROIX. Após o escândalo do fipronil, associações de consumidores reclamam mais informação e o percurso dos produtos.Não é necessária uma nova legislação ou organismo europeu mas uma melhor cooperação sobre a fipronil que é uma insecticida muito eficaz fabricada pela empresa alemã, BASF, nota LA CROIX.Enfim, L'HUMANITÉ, que titula, 120 batidas por minuto, Act Up, a fúria de viver, em referência ao filme de Robin Campillo, com este título, e que está hoje nas salas de cinema em França.Um filme que conta a história da luta contra a SIDA, quando nos anos 90, militantes do movimento Act Up, levavam a cabo operações de força, uma ofensiva, para pôr um fim ao silêncio dos mídias, políticos e autoridades francesas dum modo geral, frente à ausência de medicamentos, sublinha o jornal L'HUMANITÉ.

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