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Revista de Imprensa

Decretos com força de lei sobre Código do trabalho francês

Áudio 04:47
Primeiras páginas dos jornais franceses de 22 de setembro de 2017
Primeiras páginas dos jornais franceses de 22 de setembro de 2017 RFI
Por: João Matos

As primeiras páginas do jornais franceses estão dominadas, a nível nacional, pelos diplomas com força de lei sobre o código do trabalho, e a nível internacional, pelas  eleições legislativas de domingo na Alemanha.Decretos com força de lei: os 4 meses que destabilizaram o código do trabalho, titula LE MONDE. Para o vespertino estes decretos do executivo que necessitaram duma autorização parlamentar foram apresentados hoje no conselho de ministros e deverão ser rapidamente publicados no Diário da República ou Boletim Oficial.Por seu lado, LE FIGARO, titula Código do trabalho: o que a reforma mudará. Enquanto a segunda mobilização da CGT, confederação sindical comunista, contra a lei do trabalho se saldou num fracasso, os decretos serão adoptados hoje em conselho de ministros. Amanhã, o líder da França Insubmissa, Jean Luc-Mélenchon, vai medir forças com Macron, apelando a manifestação, mas os decretos já estarão adoptados pelo conselho de ministros, nota LE FIGARO, sublinhando que as novas regras dão satisfação a patrões de pequenas e médias empresas que esperam muito da reforma de aprendizagem e formação profissional.Uma coisa é certa, Emmanuel Macron, ainda não saiu indemne com a sua lei laboral, replica L'HUMANITÉ. As mobilizações de ontem foram de novo importantes, registando-se muitos ab-sentismos nas empresas. Democracia social, não é lamber as botas do patrão, sublinha L'HUMANITÉ.A nível internaciona,A nível internacional, LIBÉRATION, titula Especial Alemanha, e no fim, é Merkel que ganha? No poder há 12 anos, Angela Merkel é a grande favorita destas eleições e poderá ser reeleita, apesar de desigualdades galopantes e do aumento da extrema-direita na Alemanha.O seu partido, a CDU, promoveu a imagem de estabilidade de Merkel e descurou os desafios cruciais da sociedade. Segundo o politólogo Timo Lochoki do German Marshall Fund, a CDU e o SPD, que governam em coligação, não sabem na verdade o que defendem, acrescenta LIBÉRATION.Voto alemão, desafio europeu, é o principal título do jornal LA CROIX. No seu editorial, Jogo aberto, o jornal nota que os resultados das eleições legislativas na Alemanha terão algumas consequências em França e na Europa.O problema com os oráculos, é que podem enganar-se e tiram conclusões apressadas. A coligação indispensável a Angela Merkel não se vê de maneira clara.Longe de obter sozinha uma maioria segundo os prognósticos, a CDU, está condenada a encontrar parceiros num jogo aberto : a aliança com a extrema-direita e com a extrema-esquerda foi posta de lado.Esta aliança só pode ser com o SPD, que já governa numa coligação com a CDU, esgotada, logo, os liberais da FDP, tentam fazer ouvir a sua voz, nota no seu editorial, LA CROIX.É o segundo título do jornal LE MONDE, que escreve que o  partido da chanceler alemã é favorito nas eleições legislativas de domingo. Apesar de 12 anos no poder, a personalidade Merkel continua a ser um enigma para os seus concidadãos.Ela é insondável, uma mulher que adoptou o culto da discrição como método de governar. A sua personalidade foi forjada pela sua juventude passada na RDA.Mas a vitória de Merkel é uma quase certeza na Alemanha, que vai sair fragmentado destas eleições, com o SPD, a tentar limitar os estragos, o FDP, liberal em queda livre e uma extrema-direita, que poderá entrar no Parlamento federal pela primeira vez ha história da Alemanha, enquanto estado de direito democrático, nota LE MONDE.Enfim, em relação à África, LA CROIX, destaca o cansaço da rua no Togo. Estamos cansados, diz um manifestante da série de manifestações paralelas de apoiantes da oposição e do presidente Faure Gnassimgbé, que quer um referendo sobre a revisão da constituição para ficar no poder.O Togo marcha contra a dinastia Gnassimgbé, replica LIBÉRATION, que nota que dos 100 mil manifestantes de 7 de setembro, se passou, esta quarta-feira, para alguns milhares de jovens, certos deles, menores, nas ruas de Lomé.

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