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França

França: Milhares contra alterações ao Código do Trabalho

Jean-Luc Mélenchon, deputado e líder de A França Insubmissa, de braços levantados e atrás da mensagem "Golpe de Estado Social".
Jean-Luc Mélenchon, deputado e líder de A França Insubmissa, de braços levantados e atrás da mensagem "Golpe de Estado Social". CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
Texto por: Carina Branco
5 min

“Não ao golpe de estado social” foi uma das mensagens mais repetidas nos cartazes exibidos pelos manifestantes no protesto deste sábado, nas ruas de Paris. Milhares de pessoas desfilaram contra a revisão do Código do Trabalho e também se ouviram vozes portuguesas.

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As alterações ao Código do Trabalho são uma das medidas mais emblemáticas da presidência Macron e provocaram uma onda de contestação social. Hoje, milhares de pessoas saíram às ruas incitadas pelo líder de A França Insubmissa, Jean-Luc Mélénchon, figura de proa da esquerda radical e principal rosto da oposição a Emmanuel Macron.

O partido português da esquerda radical, Bloco de Esquerda (BE), também marcou presença “em solidariedade com esta luta dos trabalhadores franceses”, explicou à RFI Ângelo Ferreira de Sousa, membro do secretariado em França do BE.

“Estamos aqui para demonstrar toda a nossa solidariedade com esta luta dos trabalhadores franceses contra as alterações ao Código do Trabalho que são realmente escandalosas, tanto no fundo como na maneira como são feitas”, acrescentou Ângelo Ferreira de Sousa.

Oiça aqui as declarações.

Ângelo Ferreira de Sousa, Artista Visual

As vozes de protesto contra a reforma alegam que esta vai facilitar os despedimentos, permitir alargar o horário de trabalho e privilegiar os acordos de empresa sobre os acordos colectivos.

O governo defende o projecto como uma arma contra o desemprego (9,5% da população activa, contra uma média de 7,8% na Europa) e uma forma de dar mais flexibilidade às empresas para contratar.

Entre as medidas previstas - e que mais estão a provocar protestos - estão o plafonamento das indemnizações por despedimento e a possibilidade de, nas empresas onde não haja delegados sindicais, se negociar com um delegado dos trabalhadores não mandatado por um sindicato.

Na segunda-feira, é a vez dos camionistas protestarem, numa manifestação convocada pelos sindicatos CGT e FO.Na quinta-feira, está agendado um protesto nacional de reformados contra o aumento da Contribuição Social Generalizada (CSG). A Confederação Democrática Francesa do Trabalho (CFDT) convocou protesto para 3 de Outubro e os funcionários públicos agendaram sair à rua a 10 de Outubro.

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