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ZIMBABUÉ

Zimbabué: Robert Mugabe detido

Carros militares perto de Harare, capital do Zimbabué, a 14 de Novembro de 2017.
Carros militares perto de Harare, capital do Zimbabué, a 14 de Novembro de 2017. REUTERS/Philimon Bulawayo
Texto por: RFI
2 min

O exército zimbabueano tomou o poder supostamente contra criminosos próximos do presidente. Robert Mugabe teria confirmado por telefone ao seu homólogo sul-aficano Jacob Zuma que estaria retido em casa. A comunidade internacional apela a uma solução política da crise.

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A situação continuava confusa em Harare onde o exército descarta estar em curso um golpe de Estado.

Não obstante os militares terem assumido o controlo da rádio e da televisão e bloqueado os acessos aos principais ministérios, parlamento e tribunais no centro de Harare.

Estes confirmam que o chefe de Estado e a família estão sãos e salvos.

A agitação no seio do exército poderia visar impedir que Grace Mugabe, a esposa do presidente actual, lhe venha a suceder.

Robert Mugabe acabara por demitir a 6 de Novembro o seu vice-presidente Emmerson Mnangagwa acusado de "deslealdade", ele que era também tido como seu sucessor presumível.

Sem Mnangagwa na corrida o caminho estaria aberto para Grace Mugabe de apenas 52 anos.

O chefe do exército, general Constantino Chiwenga, avisara na segunda-feira que o exército não hesitaria em intervir para "proteger a revolução".

Numa alocução televisiva o general SB Moyo, chefe de Estado maior logístico, declarou que a operação militar visava "só criminosos próximos (do presidente) que cometem crimes que estão na base de sofrimentos económicos e sociais no país, visando remetê-los à justiça".

"Assim que tivermos cumprido a nossa missão, julgamos que a situação voltará à normalidade", acrescentou ele.

Alocução do general Sibusiso Moyo na televisão pública

Robert Mugabe de 93 anos tem gerido o Zimbabué (antiga Rodésia) de há 37 anos a esta parte.

O presidente zimbabueano beneficia de um forte prestígio em África devido ao seu papel como herói na luta anti-colonial.

António Simões, português residente em Harare há 25 anos, relata uma cidade calma, embora com reforço estratégico de militares. O proprietário de um restaurante na capital do Zimbabué sublinha que a população estavam desgastada com a situação política precedente e acredita que a mudança que agora teve início será para melhor. 

António Simões, português residente em Harare

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