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França

3 anos após atentados terroristas contra Charlie Hebdo

Primeira página do semanário satírico Charlie Hebdo de 3 janeiro, três anos após os atentados terroristas
Primeira página do semanário satírico Charlie Hebdo de 3 janeiro, três anos após os atentados terroristas Charlie Hebdo
Texto por: João Matos
6 min

Três anos depois dos atentados terroristas contra o jornal satírico Charlie Hebdo e do talho de carne kosher de um supermercado em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, prestou este domingo, uma homenagem às vítimas e deixou uma mensagem de coragem e esperança aos familiares.

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O presidente francês, Macron, prestou hoje uma homenagem sóbria, às vítimas dos ataques jiadistas contra o semanário satírico, Charlie Hebdo e um talho de carne kosher de um supermercado de Paris.

O chefe de estado estava acompanhado da sua esposa Brigitte, dos ministros do interior, Gérard Collomb, da justiça, Nicole Belloube, da cultura, Françoise Nyssen do porta-voz, Benjamin Griveaux e da presidente da câmara municipal de Paris, Anne Hidalgo, entre outras figuras públicas.

Vários membros do jornal Charlie Hebdo, participaram nas cerimónias, nomeadamente, do director da redacção, Riss, do chefe de redacção, Gérard Biard e da Directora dos recursos humanos, Marika Bret.

O presidente Emmanuel Macron, começou pois por assistir à cerimónia no jornal Charlie Hebdo, onde os 2 irmãos terroristas Saîd e Chérif Kouachi, assassinaram 11 pessoas a 7 de janeiro de 2015, entre elas o director do jornal satírico, Charb, os caricaturistas Cabu, Wolinksi, Honoré, Tignous e o economista, Bernard Maris.

Após um minuto de silêncio, a leitura de todos os nomes vítimas dos atentados, a deposição duma côroa de flores e do hino nacional, o presidente Macron, trocou uma palavras de conforto com as famílias das vítimas.

O chefe de estado prestou igualmente homenagem a poucos metros da redacção do jornal Charlie Hebdo ao polícia assassinado, Ahmed Merabet, que tentava impedir a fuga dos 2 irmãos jiadistas.

O Presidente Macron e comitiva seguiram para o talho de carne judeu kosher do super-mercado de Paris, para idêntica cerimónia às vítimas de ataques terroristas de outro jiadista, Amédy Coulibaly, que a 9 de janeiro de 2015, assassinou um empregado judeu e três clientes do estabelecimento. 

Na segunda-feira, o presidente Macron, inicia uma visita à China, pelo que estará representado numa última homenagem à jovem polícia Clarissa Jean-Philippe, que foi assassinada em Montrouge, no sul de Paris, pelo mesmo jiadista, Ahmed Coulibaly, a 8 de janeiro do mesmo ano.

Três dias depois, a 11 de janeiro, mais de 4 milhões de pessoas defendiam, com o slogan "Je suis Charlie" (eu sou Charlie) desciam às ruas de Paris e outras cidades francesas, para defenderem a liberdade de expressão.

3 anos depois dos ataques ao jornal satírico Charlie Hebdo

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