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Revista de Imprensa

Macron e Trump destacados na imprensa francesa

Áudio 03:29
Primeiras páginas dos jornais franceses de 19 de janeiro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 19 de janeiro de 2018 RFI
Por: João Matos
7 min

Dois presidentes dominam os temas das primeiras páginas dos jornais franceses: Macron, na política interna francesa e Trump, na política internacional.LE MONDE, titula, Como Macron, assume sozinho a liderança na Europa. O chefe de Estado francês recebia hoje Angela Merkel, depois de ter recebido ontem a primeira ministra britânica,Theresa May.Enquanto a Alemanha tem dificuldades em formar um governo e que o Reino Unido está atolado no Brexit, Macron, encontra-se sozinho para pilotar o projecto europeu. Relançamento da convergência entre os economias do euro, revisão da directiva sobre trabalhadores destacados, defesa europeia, fiscalidade, com numerosos projectos, nota LE MONDE.Macron quer restaurar a confiança com as forças armadas, titula LE FIGARO. O Chefe de estado deslocou-se a Toulon hoje para a apresentação de votos de Ano Novo às forças armadas. Macron falaria da lei de programação militar 2019-2025. O presidente anunciaria um aumento sensível do esforço financeiro para as forças armadas, sublinha LE FIGARO.A nível internacional, LIBÉRATION, titula, Trump um ano depois, ilustrado com o dedo do meio duma mão esticado para cima, alusivo ao órgão sexual masculino. Depois da chegada do bilionário à Casa Branca, a América democrática organiza a sua réplica, regressando ao terreno e reavivando a chama socialista no país do capitalismo.Um ano depois da investidura de Trump, a oposição espera recuperar o Congresso. Mais à esquerda, a resistência organiza-se no seio de numerosos colectivos e pequenos partidos. Os incontornáveis Bernie Sanders, Joe Biden, Elizabeth Warren, Tim Kaine, Oprah Winfrey, Mark Zuckerberg e Mark Cuban, sublinha LIBÉRATION.Com Trump, o império contra-ataca, replica em título L’HUMANITÉ. Faz um ano que o presidente aplica um projecto nacional-liberal para dominar o mundo. Trump entrou em funções como um presidente a prazo e depois surgiu a polémica sobre a sua capacidade em governar, alimentada pelos seus tuítes compulsivos, passando por palavras indignas sobre as mulheres até aos imigrantes de "países de merda", nota L’HUMANITÉ.É o mesmo L’HUMANITÉ que sobre o relatório World Inequality report, cita o economista luso-francês, Pascal de Lima, que participou numa mesa redonda sobre as desigualdades mundiais. Para Pascal de Lima, que termina um livro Tecnologias no século XXI, a concentração das riquezas vai aumentar, se não for feito nada, a propósito da inteligência artificial e dos robôs que vão criar mais desempregos no mundo.Enfim, sobre a África, La CROIX, titula na primeira página, a igreja na primeira linha na Republica democrática do Congo. Novas manifestaçoes contra o regime de Kabila são previstas no próximo domingo, organizados por um colectivo católico que denuncia a corrupção e a recusa duma alternância pelo poder instalado.

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