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França

Há 20 anos era assassinado governador civil da Córsega

Presidente Macron com a família Erignac durante homenagem ao marido e pai, Claude Erignac, governador da Córsega, assassinado a 6 de fevereiro de 1998
Presidente Macron com a família Erignac durante homenagem ao marido e pai, Claude Erignac, governador da Córsega, assassinado a 6 de fevereiro de 1998 REUTERS/Ludovic Marin
Texto por: João Matos
5 min

20 anos se passaram sobre o assassínio do governador da Córsega, Claude Erignac, hoje, homenageado, no local onde foi assassinado, em Ajaccio, pelo Presidente francês, Emmanuel Macron. O presidente condenou o odioso crime que manchou a República durante a cerimónia, a que assistiram Dominique Erignac, esposa do malogrado e os dois filhos e que contou o pesado fardo que carregam estes anos todos.

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"Pensei jamais regressar a este maldito lugar", declarou, esta terça feira, (6) Dominique Erignac, por ocasião do seu primeiro regresso a Córsega, desde que o seu marido, Erignac, governador civil da ilha, foi assassinado, há 20 anos.

"20 anos é longo, demasiado longo", disse Dominique Erignac, num discurso de 10 minutos pronunciado perante 300 pessoas, nomeadamente, o próprio chefe de Estado, Emmanuel Macron, no local duma pequena rua de Ajaccio, onde o foi assasssinado o seu marido, a 6 de fevereiro de 1998.

Numa voz calma, sem tremer, Dominique Erignac, reconheceu que decidiu "regressar ao lugar do assassínio do marido, mas que não foi fácil".

"Há 20 anos que não nos é permitido viver com esta lembrança e o fardo a que fomos condenados, eu e os meus 2 filhos, pelos terroristas", acrescentou.

Dominique Erignac, denunciou com força o "comando terrorista de nacionalista corso que agiu, cobardemente, à noite, e pelas costas, matando, com 3 balas na cabeça, o meu marido".

Mas a "República, nunca esquece e espero que a República jamais ficará fragilizada na Córsega. Através de Claude, meu marido, foi a República que quiseram atingir e a abater," sublinhou Dominique Erignac, emprestando um tom político ao seu discurso. 

"Esquecer um crime, é um crime", sublinhou Dominique Erignac.

Dominique Erignac, viúva do ex-governador assassinado da Córsega

 Ela e os filhos, Charles-Antoine e Marie-Christophine e Charles-Antoine, viajaram no avião presidencial, dias depois de ter sido recebida no Eliseu por Emmanuel Macron.

Por seu lado, o chefe de Estado, Emmanuel Macron, prestou uma homenagem ao malogrado governador civil da Córsega, declarando que "o assassínio de Claude Erignac, por um comando nacionalista, a 6 de fevereiro de 1998, não se justificava, não se defendia e não se explicava".

"A Córsega, terra de orgulho e de dignidade, ficou manchada por esse crime", acrescentou o presidente. 

Inaugurando uma praça Claude Erignac, no local do assassínio, o Presidente Macron, sublinhou que ficou assim "selada a nossa união indefectível na República".

Presidente Emmanuel Macron, numa homenagem ao ex-governador assassinado da Córsega, Claude Erignac

 

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