Hostilidade de sindicatos à política de reformas de Macron

Áudio 03:41
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de fevereiro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de fevereiro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por questões sociais em França, mas ainda há espaço para a corrida ao nuclear da Rússia e dos Estados Unidos ou as reformas que o novo presidente sul-africano, Ramaphosa, vai ser obrigado a fazer.LE MONDE, titula, sobre um estudo que revela riscos de cancro devido ao açúcar em certas bebidas e alimentos. Os alimentos ditos ultratransformados favorecem o cancro, segundo esse estudo feito junto de mais de 100 mil pessoas e publicado na imprensa científica.Uma relação estatística foi estabelecida entre certas doenças e o consumo de certos  alimentos e bebidas com muito açúcar e chocolate. O risco de cancro que tem de ser confirmado vem juntar-se a outros riscos como obesidade, hipertensão e taxas de lípidos anormais, nota LE MONDE.Por seu lado, LIBÉRATION, titula, atenção, vamos arrancar, sobre a reforma na companhia nacional dos caminhos de ferro. Encerramento de certas vias férreas, fim do estatuto dos maquinistas, abertura à concorrência, pistas explosivas do relatório Spinetta poderão modificar profundamente a sociedade ferroviária, sublinha LIBÉRATION.Companhia nacional dos caminhos de ferro: a caminho do fim do estatuto dos maquinistas? Pergunta em título LE FIGARO. Para modernizar a via férrea francesa o relatório Spinetta sobre o futuro do ferroviário entregue ao governo, preconiza medidas que já desencadearam a hostilidade de sindicatos, observa LE FIGARO.L’HUMANITÉ, por sua vez, titula sobre MARX,  nova largada, abrindo as suas páginas a um debate sobre luta de classes dominação, discriminações, desigualdades e revolução. Temas aliás de um fórum assinalando os 200 anos do nascimento de Karl Marx, promovido pelo L’HUMANITÉ.Na actualidade, internacional, LA CROIX, faz o seu principal título com, novos riscos sobre dissuasão nuclear. No momento em que começa a conferência sobre a segurança em Munique, LA CROIX analisa as novas doutrinas nucleares americana e russa.Os Estados Unidos anunciaram há 15 dias uma nova postura nuclear que visa dotar o país de novas armas de fraca potência, para responder ao rearmamento da Rússia.A doutrina da Rússia foi reforçada desde 1991, e desde 2000, aposta no emprego de armas nucleares em conflitos regionais convencionais. Putin, chegou mesmo a dizer em 2015, que estava disposto a colocar as forças nucleares russas em estado de alerta durante a anexação da Crimeia, caso houvesse uma escalada da crise, nota LA CROIX.Em relação à África, LE MONDE, destaca a África do sul: os desafios de Cyril Ramaphosa. O novo presidente sul-africano vai ter de recuperar, sem demorar, a economia e decidir sobre purgas no seio dos partidários de Jacob Zuma, antigo presidente, forçado a demitir-se.LIBÉRATION, dá relevo à Etiópia, três anos de crise étnico-política e a demissão surpresa do primeiro-ministro,  Hailemariam Desalegn.Enfim, uma nota futebolística, com L’ÉQUIPE a destacar a vitória do Marselha por  3/0 frente ao Braga de Portugal, com os marselheses  bem posicionados para os oitavos-de-final da Liga Europa.