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Revista de Imprensa

Nova batalha da via férrea em França

Áudio 04:43
Primeiras páginas dos jornais franceses de 26 de fevereiro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 26 de fevereiro de 2018 RFI
Por: João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas pelo braço de ferro entre a companhia ferroviária francesa e o governo do presidente Emmanuel Macron. LE MONDE, titula SNCF: recurso aos decretos. O governo vai vai recorrer a decretos para reformar em profundidade a empresa nacional dos caminhos de ferro antes do Verão. Esta decisão deixa pouca latitude à concertação.O Primeiro ministreo, Edouard Phillippe, está pronto para atacar o estatuto dos maquinistas, arriscando a provocar um conflito social de grande dimensão.Desde a sua chegada ao Eliseu, em maio de 2017, Emmanuel Macron, multiplica reformas sem hesitar a abri-las em várias frentes. O presidente, que caiu nas sondagens, tira proveito da ausência da oposição, à direita, como à esquerda, para avançar, nota LE MONDE.A nova batalha da via férrea, relança LIBÉRATION, Edouard Philippe, anuncia hoje a reforma da companhia nacional dos caminhos de ferro, de modo brutal e poderá recorrer a decretos executivos correndo o risco de um conflito grave. Mas entre os sindicatos ainda está por definir uma linha de acção.Para já assinaram um comunicado conjunto contra o recurso a decretos ordenando mutações na SNCF, sem que haja por enquanto uma união das centrais sindicais, nota LIBÉRATION.SNCF: o governo lança a batalha da via férrea, titula LE FIGARO. Desde 1995, quando Alain Juppé era primeiro-ministro de Jacques Chirac que sabemos que a reforma é explosiva.Empresa pública de 160 mil empregados, a SNCF é igulamente um símbolo aos olhos de muitos franceses. Os seus empregados sabem que dispõem de um meio de pressão extraordinário e que podem bloquear a França. Para já, a central comunista, CGT,  marcou  a primeira manifestação para 22 de março, num dia de greve em toda a função  pública, nota LE FIGARO.Mudando de assunto, no internacional, LA CROIX, titula, depois de OXFAM, humanitários testemunham. ONG’s interrogam-se sobre o seu papel e poder, depois que um responsável da OXFAM reconheceu ter pago prostitutas no Haiti.Esta revelação sobre o evento, ocorrido em 2010, altura do sismo no Haiti, desencadeou uma polémica sobre o trabalho dos humanitários. T"Temos um dever de exemplaridade", afirma Alexandre Giraud, director geral de Solidariedades internacionais, enquanto o Comité internacional da Cruz vermelha, afirma que o seu código de conduta proíbe explicitamente a compra de serviços sexuais em todas as circunstâncias, acrescenta LA CROIX.L’HUMANITÉ, titula sobre a revolta de adolescentes contra as armas nos Estados Unidos. Foi pisada a luz vermelha em Parkland, na Flórida, no rol de horror de matanças que sacode regulamarmente o país do mercado livre de armas de fogo?Basta!, nunca mais mais, gritam adolescentes do liceu Jarjory Stoneman Douglas, lugar do assassínio de 17 dos seus camaradas, por um antigo aluno do estabecimento de ensino. Face a uma opinião chocada, Donald Trump, reagiu endereçando o seu profundo pesar às famílias, mas sem fazer referência à arma de fogo, quando o assassino disparou com uma espingarda de assalto semi-automática, observa L’HUMANITÉ.Por seu lado, LE MONDE, destaca a China: Xi Jinping, presidente ilimitado. Mal foi reeleito à frente do partido em 2017, o chefe de estado mudou a regra que o impedia de concorrer para um próximo mandato.A supressão do limite de dois mandatos não é comparável ao sistema do mandato vitalício sob Mao Tsé Tung, reage o politólogo chinês Hu Xingdou, alegando que a História ensina que tal só pode levar ao desastre, pelo que não acredita que Xi Jinping vá até lá.É ainda o mesmo vespertino, que em relação à Africa, escreve que o antigo homem das finanças de Kadafi, Bechir Saleh, peça mestra do apoio financeiro líbio à campanha de Sarkozy, foi baleado em Joanesburgo, tendo ficado gravemente ferido.Enfim, os Jogos Olímpicos, que terminaram, foram um momento de desanuviamento entre as duas Coreias, nota LE MONDE.

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