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Revista de Imprensa

Reformas institucionais em França e Lula perde no Supremo

Áudio 04:27
Primeiras páginas dos jornais franceses de 05 de abril de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 05 de abril de 2018 RFI
Por: João Matos
9 min

As primárias páginas dos jornais nacionais estão dominadas por temas franceses que vão desde reformas parlamentares, passando pela greve ferroviária até ao jiadismo em França.O difícil percurso de obstáculos da reforma institucional, titula LE MONDE. O primeiro ministro apresentou, ontem, as grandes linhas da reforma das instituições do presidente Macron.Entre as disposições de relevo figuram a redução de 30% do número de parlamentares e a introdução de uma dose proporcional de 15%. Estas arbritragens dependem de uma subtil dosagem entre as propostas eleitorais presidenciais e a preocupação em encontrar um acordo com o Senado, nota LE MONDE.Por seu lado, LE FIGARO, titula, Macron quer uma redução de um terço de parlamentares. Apresentando a reforma institucional, Édouard Philippe, quis mostrar que o presidente não se distrai do que caminho que traçou apesar da greve nos caminhos-de-ferro, sublinha LE FIGARO.SNCF: como a reforma vai engordar os mercados financeiros, titula, L'HUMANITÉ. Despesas de investimento 41%, por cada 100 euros que a SNCF pede aos banco, enquanto paga juros financeiros líquidos de 59%."O sistema ferroviário está demasiado endividado, os maquinistas não são produtivos o suficiente e têm um estatuto dispendioso", são os argumentos de sempre que nunca são postos em contradição, sublinha L'HUMANITÉ.Collomb na linha da frente, titula LIBÉRATION,  referência ao direito de asilo. "Há regiões submersas por fluxos de pedidos de asilo", afirma o ministro do Interior exacerbando o debate sobre a sua lei, muito contestada mesmo nas fileiras da sua maioria, tendo em conta que recorreu a um discurso até agora confinado à extrema direita.Lunel quer enterrar o espectro do Jihad, titula LA CROIX. 5 homens que habitavam esta pequena cidade de Hérault, no sul da França, compareceram hoje perante um tribunal por associação terrorista de malfeitores. A cidade está cansada de ser assimilada à rede jiadista formada entre seus habitantes, sublinha la CROIX.Na sua página debate de ideias, LIBÉRATION, destaca radicalidade de jovens: há um efeito islão? Tese defendida no livro "Tentação radical" de dois investigadores, Anne Muxel e Olivier Galland, que demonstram que praticantes do Islão estão cada vez mais radicais e em ruptura com os valores da sociedade.Mas LIBÉRATION, pergunta: e se os dois sociólogos estivessem enganados? E se privilegiando a hipótese da discriminação e do abandono social que atingem certos franceses de origem imigrante, negligenciassem outros factores, culturais ou religiosos, mas determinantes para explicar a tendência de certos jovens à violência ou à radicalidade?A nível internacional, Brasil, Lula, às portas da prisão, destaca LE MONDE. O Supremo Tribunal rejeitou o pedido de habeas corpus do ex-presidente brasileiro, Lula da Silva, 72 anos, condenado por corrupção. Após 10 horas de debate o supremo tribunal proferiu o acórdão histórico, votando 6 contra 5, a rejeição do habeas corpus ao “pai do povo,” condenado em janeiro a mais de 12 anos de prisão por corrupção. Lula, não escapará à prisão, nota LE MONDE.Rohani, Erdogan e Putin: novos padrinhos da Síria, destaca LE FIGARO. Mas reunidos em Ancara para tentar estabilizar a situação na Síria, os dirigentes iraniano, turco e russo não conseguiram chegaram a um entendimento sobre uma solução política do conflito que devasta aquele país há 7 anos, nota LE FIGARO.Em relação à África, LE MONDE, dá relevo a Zuma e a empresa francesa Thales nas malhas da justiça sul-africana. Um ex-advogado do grupo francês detalha o “pacto de corrupção” assinado com o antigo presidente Zuma.A generosidade do grupo francês não se ficava apenas por Zuma, tendo o advogado feito referência a luvas pagas de cerca de 180 mil euros ao ex-ministro dos transportes, Mac Maharaj ou 50 mil euros ao ministro da justiça e 1 milhão de euros ao ANC, acrescenta LE MONDE.

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