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França

Braço-de-ferro entre governo e SNCF continua

Philippe Martinez, secretário-geral da CGT (à esquerda) e membros da CGT. Palácio de Matignon. 7 de Maio de 2018.
Philippe Martinez, secretário-geral da CGT (à esquerda) e membros da CGT. Palácio de Matignon. 7 de Maio de 2018. FRANCOIS GUILLOT / AFP
Texto por: RFI
2 min

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, recebeu, esta segunda-feira, pela primeira vez, os sindicatos dos ferroviários, horas antes de uma nova paralisação na companhia dos caminhos-de-ferro (SNCF). No final da reunião, os sindicalistas avisaram que vão continuar as greves.

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A greve intercalada nos caminhos-de-ferro franceses (SNCF) começou a 3 de Abril e está anunciada até 28 de Junho. A paralisação tem um formato inédito já que ao longo destes três meses os comboios páram 48 horas de cinco em cinco dias.

Esta segunda-feira de manhã, o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, reuniu-se pela primeira vez com os sindicatos dos ferroviários, mas o braço-de-ferro mantém-se. No final, os sindicalistas afirmaram que a greve é para continuar porque o chefe de Governo não adiantou propostas que justificassem o fim do movimento.

Esta tarde, o primeiro-ministro vai receber a direcção da SNCF, associações de utentes e representantes de regiões.

Os ferroviários protestam há um mês contra a reforma no sector lançada pelo presidente Emmanuel Macron. O governo quer acabar progressivamente com o estatuto laboral especial dos cerca de 150.000 trabalhadores da SNCF e os novos contratados vão deixar de beneficiar desse estatuto. Os sindicatos também se opõem à abertura das linhas férreas à concorrência.

Para Philippe Martinez, secretário-geral da CGT, o encontro não "serviu para nada", pois, o primeiro-ministro, não disse nada de novo e manteve a sua anterior estratégia.

Philippe Martinez, secretário-geral da CGT, sobre reformas na SNCF

"Ouçam, saímos do encontro, em todo o caso, motivados para continuar. Porque o primeiro-ministro, não disse outra coisa senão o que já tinha dito antes, onde evocou 3 pontos: a questão da dívida, (mas sem dar detalhes precisos). Concordamo-nos em prolongar o tempo de reflexão.

Evocou a questão da reestruturação da empresa, (lá também deitou tudo para cima da empresa) e a questão da convenção colectiva. 

E chamo a atenção para um ponto, que, aliás, lhe perguntámos: "mas o que é que coloca problema no estatuto dos maquinistas e que não queira incluir na convenção colectiva?"

Ele foi incapaz de responder.

Conclusão: ele explicou-nos que nos dará, um calendário, mas não há grande coisa de novo.

Isso não serviu para nada, porque até que nos permitirá afinar um certo número de coisas, às quais estamos à espera de respostas." 

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