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França

Macron e a estratégia de política estrangeira da França

Presidente Emmanuel Macron na conferência anual de 27 de agosto no Eliseu dos embaixadores franceses
Presidente Emmanuel Macron na conferência anual de 27 de agosto no Eliseu dos embaixadores franceses REUTERS/Philippe Wojazer/Pool
Texto por: João Matos
4 min

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, traçou hoje, no Eliseu, a sua política estrangeira, na conferência anual dos embaixadores da França no mundo. Macron, defendeu uma Europa forte, frente aos Estados Unidos e a China e mostrou-se agastado com a permanência no poder, na Síria, de Bashar al-Assad.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje, no Eliseu, (27) durante a conferência anual dos embaixadores francês nas diferentes partes do mundo a um "redobrar de esforços" para construir uma Europa forte e autónoma, capaz de competir com Washington e Pequim.

"Os extremos avançam e os nacionalismos acordam. É razão para abandonar? Certamente que não. Na realidade temos que redobrar de esforços", declarou o presidente da França, perante os seus embaixadores nas capitais do mundo.

7 meses antes das eleições europeias, o presidente Macron, enfrenta uma vaga nacionalista, da Itália à Hungria, que enfraquece a sua ambição de refundar a União europeia.

Partiu, aliás, hoje, à ofensiva, para uma visita de 3 dias, à Dinamarca e Finlândia, para propor novas iniciativas que dotem a Europa de uma defesa autónoma pois "ela não pode mais entregar a sua segurança aos Estados Unidos".

"Compete-nos, a nós, garantir a segurança europeia, disse o presidente francês, para acrescentar ser favorável a discussões com a Rússia.

"Não creio que a China e os Estados Unidos, pensem que a Europa tenha uma autonomia comparável à deles. Se não conseguirmos construir isso, estaremos a prepararmo-nos para dias monótonos", advertiu o presidente Macron.

Referindo-se aos conflitos destacou a grave situação na Síria, alertando os seus embaixadores, para a complicada continuaçao de Bashar al-Assad no poder, sublinhando  no entanto competir ao povo sírio escolher os seus futuros governantes. 

Presidente Macron, sobre a política estrangeira francesa, nomeadamente, na Síria

"Vejamos: Aqueles que gostariam, uma vez terminada a guerra contra Daesh, facilitar o que alguns chamam um regresso à normalidade: Bashar Al-Assad, permaneceria no poder, os refugiados, da Jordânia, do Líbano, de Turquia, regressariam às suas casas; e a Euroopa e os outros reconstituíriam.

"Se considero, desde o começo, que o nosso primeiro inimigo é Daesh, que nunca fiz da destituição de Bashar al-Assad, uma condição prévia à acção diplomática e humanitária, penso que um tal cenário, será um erro funesto."

"Quem provocou os milhões de refugiados? Quem massacrou o seu próprio povo? Não cabe à França designar os futuros dirigentes da Síria, tão pouco a um outro país."

"Mas, é nosso dever e nosso interesse, garantirmos que o povo sírio venha a estar em situação de o fazer".  

Palavras do Presidente da França, Emmanuel Macron.

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