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França

Presidente e governo denunciam violência de ontem em Paris

Porta destruída do edifício do secretário de estado, Benjamin Griveaux, porta-voz do governo nas manifestações de 5 de janeiro
Porta destruída do edifício do secretário de estado, Benjamin Griveaux, porta-voz do governo nas manifestações de 5 de janeiro Marc Fesnau /Twitter
Texto por: João Matos
2 min

Um dia depois das grandes manifestações de ontem em França marcadas por actos violentos nomeadamente contra as instalações do ministério do porta-voz do governo, os coletes amarelos continuam a reclamar. Ao mesmo tempo o governo e o presidente condenaram a violência de ontem e os dirigentes políticos da oposição que adoptam atitudes coniventes com os coletes amarelos violentos. 

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Registou-se este domingo mais uma manifestação de cerca de duas centenas de mulheres, denunciando o encarecimento do custo de vida e deficiências no funcionamento da democracia, dando continuidade às manifestações dos coletes amarelos.

Foram ontem 50 mil manifestantes nas ruas de várias cidades de França, nomeadamente, em Paris, onde o acto mais marcante, foi o ataque ao ministério do secretário de estado e porta-voz do governo, Benjamin Griveaux.

Um "ataque à República e à democracia", denunciou o porta-voz do governo, Griveaux, que conseguiu sair são e salvo do seu gabinete evacuado pela sua segurança. 

O próprio Presidente Emmanuel Macron, denunciou na sua conta Twitter, que  "uma extrema violência veio atacar República, seus guardiães, representantes e símbolos. Aqueles que cometem estes actos esquecem o foco central do nosso pacto cívico, e que justiça será feita", sublinhou, Macron.

A maioria presidencial e o seu governo denunciam igualmente a irresponsabilidade de políticos da oposição como Jean-Luc-Mélenchon, líder da França Insubmissa que apelou às manifestações de ontem e declarou admirar Éric Drouet, uma das figuras emblemáticas do movimento dos coletes amarelos.

Mélenchon, reagiu, aliás, hoje, também, na sua conta Twitter, escrevendo, nomeadamente, que, "quando recentemente a polícia investiu a sede do seu partido, há uma incitação ao ódio pouco compatível com a polícia republicana".

Reacções à violência nas manifestações de ontem dos coletes amarelos

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