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França

Adeus Agnès Varda

Agnès Varda deixou-nos esta quinta-feira, aos 90 anos. 29 de Março de 2019.
Agnès Varda deixou-nos esta quinta-feira, aos 90 anos. 29 de Março de 2019. REUTERS/Regis Duvignau/File Photo
Texto por: Lígia ANJOS
5 min

A realizadora Agnès Varda deixou-nos esta quinta-feira aos 90 anos, vítima de doença prolongada. Foi pioneira do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, começou como fotógrafa no Teatro Nacional Popular em 1949.

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Pouco antes da projecção do seu último documentário “Varda par Agnès” na Berlinale, a realizadora concedeu a última entrevista à France Inter.

Uma conversa intima, ligeira, cúmplice na qual Agnès Varda fala de ternura, da infância e de lembranças. Diz ser tempo de deixar de falar de cinema para falar da vida.

"O meu desejo é que deixem de me pedir para dar conferências. Que possa enviar este último filme e que deixe de responder a perguntas sobre cinema. Respondi a demasiadas perguntas sobre os meus filmes ou sobre outros filmes", partilhava a realizadora.

Agnès Varda sonhadora, divertida, original, a avó engraçada que todos gostaríamos de ter por perto para nos reconfortar. Foi uma das maiores mulheres cineasta e uma figura feminina da Nouvelle Vague.

Nesta entrevista, Agnès Varda escolheu falar do essencial, da vida. "Tenho um olhar curioso e divertido e facilmente emotivo. Todas as pessoas são formidáveis. Qualquer pessoa que vejas ou que escutes um pouco, que te aproximes e que descobres. Nem são os segredos, mas são as coisas às quais não prestamos atenção. Gosto muito de pessoas, confesso... as pessoas, as verdadeiras", descrevia Agnès Varda.

Da primeira longa-metragem “La Pointe Courte”, de 1955, até ao último documentário “Varda par Agnès” passaram sessenta anos de cinema, de escrita, de realização de imagens, de ficção e de documentários, de criações e instalações…

Fazer e imaginar foram os motores da vida de Agnès Varda. Os seus filmes são estudados nas escolas de cinema do mundo inteiro e conhecidos do grande público. A maioria distinguidos com prémios internacionais.

Em 2018, é a primeira mulher a receber o Óscar honorário pela Academia de Hollywood, no mesmo ano em que foi nomeada pela primeira vez para este festival norte-americano, com "Olhares Lugares".

Agnès Varda numa onversa intima, ligeira, cúmplice

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