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França

Presidente francês Macron recebe no Eliseu comunidade muçulmana

Presidente francês, Macron, recebe no Eliseu, membros da comunidade muçulmana
Presidente francês, Macron, recebe no Eliseu, membros da comunidade muçulmana AFP
Texto por: João Matos
4 min

O presidente francês, Macron recebeu hoje membros do conselho francês do culto muçulmano, para analisar questões relacionadas com laicidade e comunitarismo, numa altura em que há um acérrimo debate na sociedade francesa sobre a radicalização no seio do Islão. Macron disse que vai anunciar uma série de medidas entre as quais proibição de associações que infringirem leis da República.

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Acusado de inércia sobre questões de laicidade e comunitarismo, o Presidente francês, Emmanuel Macron, exortou hoje representantes do culto muçulmano a combater o islamismo e o comunitarismo.

Recebendo no Eliseu, responsáveis do Conselho francês do culto muçulmano, CFCM, o chefe de Estado, apelou a lutar contra a "ambiguidade" que contribuiria para a confusão entre o Islão e o terrorismo.

O Presidente Macron, disse esperar  do CFCM, uma mudança de ritmo no combate do comunitarismo e do islamismo, ao lado do Estado.

Macron, declarou, ainda, que anunciará em breve novas medidas que o seu governo vai implementar com vista a uma melhor convivência entre as diferentes populações em França, nomeadamente, muçulmana.

O chefe de Estado, condenou igualmente uma certa forma de separatismo que existe entre uma certa franja da comunidade muçulmana que não quer respeitar as leis da República.

Presidente Macron recebe comunidade muçulmana

"Comunitarismo não é terrorismo. Muita gente faz esta confusão. Mas é porque em certos bairros da República, em certos lugares da nossa República, há um separatismo instalado, quer dizer a vontade de não viver juntos, de não estar na República.

E em nome duma Religião, o Islão, é desviado por certos que vão ditar suas regras que não são aquelas da República.

O que pedi ao governo e que anunciarei nas próximas semanas, porque é minha prioridade é  apostar  verdadeiramente na educação, saúde, trabalho, e que diferentes serviços públicos, envidam todos os esforços possíveis para lutar contra este comunitarismo.

O que quer dizer, antes de medidas de interdição, dissolver às vezes mais associações,  proíbir certas práticas que se instalaram e que não se compaginam com as leis da República."

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