Imprensa

Pacote de ajuda à Grécia é destaque na imprensa francesa

O presidente Nicolas Sarkozy e o Primeiro-Ministro grego George Papandreou.
O presidente Nicolas Sarkozy e o Primeiro-Ministro grego George Papandreou. Reuters

O plano é a manchete dos principais jornais franceses, que destacam a intervenção da chanceler Angela Merkel no processo.

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O acordo para salvar financeiramente a Grécia, país cujo rombo enorme nas contas públicas enfraquece o euro, é o destaque dos principais jornais franceses desta sexta-feira.
A Europa resolveu recorrer ao FMI para socorrer os gregos, destaca na sua manchete o econômico Les Echos. A reportagem explica que o acordo feito entre França e Alemanha, e validado pelos outros países da zona euro, prevê que Atenas possa se beneficiar de empréstimos bilaterais coordenados pelos países do bloco. O Fundo Monetário Internacional completaria a ajuda.
Para o Le Figaro, a chanceler Angela Merkel impôs seu plano e sua forma ortodoxa de tratar temas financeiros. O jornal se questiona se a zona euro pode explodir e responde: em teoria sim, mas na prática não. Um dos motivos é que o plano aprovado tornaria impossível a falência de um país da zona euro. O editorialista do jornal, Pierre Rousselin afirma que a gravidade da situação pode comprometer a existência da moeda única europeia. O fogo que começou em Atenas pode se expandir para outros países asfixiados com déficits colossais por causa dos planos de ajuda para relançar a economia durante a recente crise mundial, avisa.
O Libération denuncia a postura adotada pela Alemanha e acusa a maior economia do bloco de atuar de maneira solitária e ter dado um perigoso exemplo de falta de solidariedade. O jornal considera que ao impor a ajuda do FMI no plano para salvar a Grécia, a chanceler Angela Merkel humilhou os que queriam a todo custo evitar recorrer ao Fundo, como o presidente francês Sarkozy, o banco Central Europeu e o próprio Banco Central alemão.
Economia também é a capa do L'Humanité que acusa a austeridade orçamentária imposta pelo governo francês de prejudicar o crescimento. Diante do anúncio de uma taxa de desemprego de 9,8% e de uma desaceleração da atividade econômica, governo deve rever sua estratégia, pede o jornal comunista. Já o La Croix faz vista grossa às denúncias de silêncio do papa Bento 16 que na época em que era cardeal Ratzinger , arquivou processos relacionados à pedofilia na Igreja. A manchete principal do jornal católico é que muitos motoristas estão trocando seus carros por bicicletas em grandes cidades francesas.
 

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