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Estados Unidos / Oriente Médio

Israel e Autoridade Palestina retomam negociações diretas

Benjamin Netanyahu (à esq.) e Mahmoud Abbas  (à dir.) trocam aperto de mão diante de Hillary Clinton, em Washington.
Benjamin Netanyahu (à esq.) e Mahmoud Abbas (à dir.) trocam aperto de mão diante de Hillary Clinton, em Washington.
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Israel e a Autoridade Palestina retomaram em Washington um diálogo direto visando selar um acordo de paz duradouro no Oriente Médio. Na abertura do encontro, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, elogiou os esforços dos líderes Mahmoud Abbas e Benjamin Netanyahu para tentar resolver o conflito.

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A retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos acontece vinte meses após a interrupção do diálogo provocada pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O objetivo é chegar a um acordo para a criação de um estado palestino no prazo de um ano.

As negociações entre o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acontecem com mediação de Estados Unidos, Egito, Jordânia e o ex-premiê britânico Tony Blair, representando o Quarteto para a Paz no Oriente Médio.

Na abertura da reunião, que acontece no departamento de Estado, a secretária norte americana Hillary Clinton mostrou-se otimista e cobrou empenho das duas partes. "Pela presença de vocês aqui, vocês tomaram uma importante iniciativa para liberar seus povos dos entraves de uma história que nós não podemos mudar e em favor de um futuro de paz e dignidade que somente vocês poderão estabelecer", disse Clinton.

O primeiro-ministro israelense pediu a Mahmoud Abbas que aceite Israel como um estado judeu e alertou que os dois lados serão obrigados a fazer concessões dolorosas.

"O povo israelense e eu, seu primeiro-ministro, estamos prontos a seguir esse caminho … para chegar a uma paz verdadeira que trará segurança, prosperidade e boa vizinhança para os dois povos", disse.

Na sequência, o líder palestino pediu ao governo israelense “concretizar seu engajamento para por fim às atividades de colonização (nos territórios palestinos) e a por um fim definitivo ao bloqueio à Faixa de Gaza".

Oportunidade

Ontem, ao lado dos líderes, na Casa Branca, o presidente Barack Obama pediu a israelenses e palestinos que não deixem escapar a oportunidade de fechar um acordo de paz.

As discussões abordam a questão das fronteiras do futuro estado palestino, o status político de Jerusalém, o direito de regresso dos refugiados palestinos e garantias de segurança para Israel.

Mas o esforço diplomático sofre pressões do Hamas, o movimento de resistência islâmico palestino, que promete não relaxar nos atentados contra alvos hebreus.

 

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