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Brasil/G20

Lula pede para países ricos evitarem falência mundial

O presidente Lula ao lado do presidente sul-coreano Lee Myung-bak e da presidente eleita Dilma Roussef, em Seul.
O presidente Lula ao lado do presidente sul-coreano Lee Myung-bak e da presidente eleita Dilma Roussef, em Seul. Reuters
Texto por: RFI
2 min

Em entrevista coletiva em Seul, antes da abertura do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pede aos países desenvolvidos investirem mais no consumo interno do que nas exportações para evitar riscos para a economia mundial.

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A poucas horas da abertura oficial da cúpula do G20 em Seul, que discutirá como evitar os desequílibros econômicos mundiais, o fantasma de uma « guerra cambial », expressão lançada pelo ministro brasileiro Guido Mantega, continua rondando o encontro, que reúne as principais economias do mundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na Coreia do Sul acompanhado da presidente eleita Dilma Rousseff, afirmou hoje que "os países ricos devem desenvolver o consumo interno, como fizeram os países emergentes, e não contar somente com as exportações, senão o mundo se encaminhará para a falência".

Lula, que participa do último encontro do G20 como presidente, também expressou suas preocupações sobre as consequências dos planos de austeridade adotados por vários países para conter seus déficits públicos e combater os efeitos da recente crise econômica global.

Por sua vez, o presidente americano Barack Obama prometeu que vai continuar a promover "um crescimento responsável e estável" em seu país e fora dele.
A declaração pode ser vista como uma resposta às criticas feitas por vários países, entre eles China e Alemanha, às medidas decididas na semana passada pelo banco central americano para relançar a economia. O Federal Reserve decidiu injetar U$ 600 bilhões no mercado o que favorece a queda do dólar e deixa os produtos americanos mais competitivos no mercado.

China reag às críticas

A China, acusada há vários meses pelos países ocidentais de manter sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizada para favorecer suas exportações, também tentou tranquilizar seus parceiros econômicos.

Hong Lei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, declarou que a China vai "melhorar o mecanismo de taxa de câmbio controlada, deixar o mercado ter um papel mais importante e aumentar a flexibilidade da taxa cambial do yuan a fim de mantê-lo em um caminho equilibrado".

Em entrevista ao jornal Financial Times, o ex-diretor do banco central americano, Alan Greenspan, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos e a China de terem uma política de desvalorização de suas moedas em detrimento das outras economias.
 

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